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Um musical para os brasileiros: Ayrton Senna
Em Cena
16 mar 2018 | Por Jornalismo Júnior

“O Senna é um herói completo.” É assim que Renato Rocha, diretor responsável pelo espetáculo Ayrton Senna – O Musical descreve o piloto. Para quem era nascido na época, é comum se lembrar exatamente do que estava fazendo quando soube que Senna morreu. Afinal, ele foi o ídolo de grande parte do povo brasileiro entre o final da década de 80 e o começo da década de 90. Até hoje, não se encontrou uma personalidade que conseguiu unir de tal forma a população e, por isso, a Aventura Entretenimento e o diretor Renato Rocha criaram a peça, que estreia dia 16 de março no Teatro Sérgio Cardoso.

Com 2h20 de duração, o espetáculo com músicas de Cláudio Lins e Cristiano Gualda conta o que poderia ter passado na cabeça do piloto durante as cinco primeiras voltas do Grande Prêmio de Ímola, na Itália, onde ocorreu seu acidente. Por esse motivo, muitas das passagens remetem à hiper-realidade, o que é trazido ao palco através de acrobacias e contorcionismos, com a orientação de Rodolfo Rangel, coach do Cirque du Soleil.

Hugo Bonemer interpreta o piloto. Foto: Maria Carolina Soares

Na coletiva de imprensa, Rocha contou que a ideia de um musical sobre Senna surgiu há três anos, porque, em sua opinião, o Brasil precisa de incentivo para acreditar e seguir em frente devido ao seu momento sócio-político. Ele ressaltou ainda que, a princípio, a proposta foi desacreditada, já que não existe uma ligação tão óbvia do piloto com a música.  Entretanto, ele explica: “O que a gente entende por ruído, o Senna entendia como música. Para ele, barulho era música, vento era música, motor era música”.

Apesar de tudo isso, a história não é só centrada no Senna ídolo nacional, mas também em Ayrton ser humano. O primeiro é interpretado por Hugo Bonemer (Rock In Rio – O Musical, Hair, Yank!). Já o segundo, vem em forma do personagem Beco (apelido de Senna entre a família), que é interpretado por João Vítor Silva (Verdades Secretas, Rock Story, Sítio do Pica-Pau Amarelo).
Com músicas pop e eletrônica, o musical conta com uma grande produção, trazendo iluminação e maquiagem ousadas e passos de dança que remetem ao break e ao hip-hop. Respondendo à pergunta sobre uma possível melancolia no espetáculo por conta do falecimento de Senna, Rocha diz “Para nós, a morte é só o início”.

O elenco na coletiva de imprensa. Foto: Maria Carolina Soares

Por Maria Carolina Soares
mcarolinasoares@usp.br

 

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