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BGS 2017: Estandes Independentes
Eu Fui
13 out 2017 | Por Jornalismo Júnior

O segundo dia de BGS teve algo novo para a feira: público. Na quinta-feira, foi aberto para além da imprensa e vips, o que lotou o Expo Center Norte e deu um novo rosto para o evento. Os estandes, que antes não possuíam filas, ficaram intransitáveis e todos os jogos das grandes empresas acumulavam uma enorme quantidade de pessoas na espera. Além disso, muitas figuras famosas do mundo geek, que não estavam no dia anterior, marcaram presença  nesse dia 12 de outubro.

Gabriel “Mit” Souza, ex-técnico de League of Legends, em partida de Skydome

O Sala 33 tirou o dia para ir aos estandes dos expositores independentes e ver o que há no cenário indie de games.

Os games que aterrorizam a área indie

Kharma é um jogo de terror/suspense em primeira pessoa da Dream Inside. Foi produzido por sete pessoas e o processo começou em fevereiro deste ano. A demo apresentada na BGS, apesar de curta, possuía um mapa bem grande, com diversas portas e cenários diferentes. O jogo, ainda em fase alfa, já dava um gostinho do que ele será após o lançamento. Apesar dos muitos bugs, compreensíveis considerando a fase atual dos testes,  apresenta mecânicas interessantes com o manuseio de objetos, em especial as diversas velas que aparecem ao longo do jogo.

Outro jogo do mesmo gênero presente na feira era Restless, da Vneta Games. O videogame possui um visual  bonito, com um antagonista muito presente e marcante na pequena demo. Apesar de jogar menos de 30 minutos do jogo, a figura que causa o terror nele marca a gameplay e enriquece a trama. Afinal, o que é uma história se ela não tem um bom vilão?

Os desenvolvedores que estavam presentes no estande comentaram a respeito do mercado no Brasil: “é um mercado muito divertido de jogar, você tem mais liberdade, mas é muito difícil porque você compete com os grandes jogos. Então quando uma pessoa senta para jogar o nosso ela vai comparar com o Outlast, ou o Resident [Evil]”, diz Rafael um dos responsáveis pelo título, e ainda completa: “Nós temos que chegar na qualidade dos grandes jogos”.

Quanto às expectativas para o lançamento, Alan, outro desenvolvedor do jogo, comenta que está alta e que pretende lançar no final do próximo ano para Playstation 4, Xbox one e PC.

As estrelas independentes da BGS

Não são apenas jogos que não receberam o seu devido reconhecimento que estão em exposição na área indie. Muitos dos títulos receberam vários prêmios por conta de sua qualidade, não apenas gráfica mas com enredos muito bons. É o caso de Distortion, da Among Giants. O estúdio brasileiro recebeu o título de melhor jogo da América Latina com esse jogo. O estúdio trouxe 15 horas divididas em três demos diferentes para a BGS. É possível explorar muito do jogo por conta das diferentes gameplays possíveis. O enredo é enigmático e prende os jogadores na história, além disso, graças à mecânica de tocar um instrumento, a trilha sonora é incrível.

Outro jogo premiado é Until Dead – Think to Survive, da Mono Myto, que recebeu a honraria de Best Mobile Game no Indie Prize, em Chicago. Seu lançamento ocorrerá primeiro na Rússia, e será para tablets e celulares. A história é sobre um detetive que está lutando no apocalipse zumbi e precisa matá-los e coletar pistas para chegar no segredo final. A jogabilidade é um dos seus pontos altos, porque só é necessário arrastar os dedos para movimentar o personagem. O jogo é bem instintivo e envolvente, dando aquela sensação de nunca querer parar.

A volta dos Pixels para os games

Algo muito comum na área dos jogos indie são os com visual de Pixel Art. Muitos dos títulos apresentados estão nessa categoria nas mais diversas formas, desde os jogos de realidade virtual até os RPG mais clássicos. Adalbert e o Castelo Totalmente Seguro, da Puddlesidde, é um game que tem a mesma identidade visual e influência de jogos como I Wanna Be the Guy e The Unfair Platformer. ”O jogo tem toda essa ideia de ser muito difícil e ter muita tentativa e erro para alcançar os objetivos, o que é  comum em alguns jogos antigos, e faz sentido com a atmosfera do jogo”,  diz Guilherme Werneck, o desenvolvedor do game, sobre as razões que o levaram a fazer dessa maneira. E ainda afirma: “Pixel Art acaba sendo mais fácil e rápido de fazer, e dá para simplificar ao máximo para focar no essencial, que é a jogabilidade”

Estande de Adalbert e o Castelo Totalmente Seguro brincava com elementos do próprio jogo como as tangerinas

Além de Adalbert, um outro jogo presente no evento que foi desenhado da mesma maneira é Yokai Killer – Shuten Doji, da Dark Paladin. O jogo é um RPG que remete a clássicos, tanto pelo visual quanto pela jogabilidade, que é fluída e bem veloz. A gameplay da BGS oferecia desafios ao jogador com diversos obstáculos, desde inimigos os quais você pode apenas desviar, até um chefe de fase bem forte.

Os donos da internet

O famoso jogo de tocar clássicos do rock no computador teve um espaço de destaque nos estandes indie

Os clássicos da internet também marcaram presença nos estandes. O Gartic, clássico entre os internautas, montou uma arena de batalha entre dois jogadores muito animada. O Guitar Flash disponibilizou diversas máquinas para os presentes  não apenas tocarem suas músicas preferidas, como tentar vencer desafios que têm como prêmio camisas do título. O Gênio Quiz, que tem sua fama relacionada a várias gameplays frustrantes em canais no Youtube, também tinha seu espaço no evento.  

Confira também a cobertura do primeiro dia da BGS.

Por Giovana Christ e Pedro Gabriel
giovanachrist@usp.br | peedrog98@usp.br

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