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Cobertura: No Ar! Jornalismo na TV
Controle Remoto
13 nov 2018 | Por Jornalismo Júnior

Imagem: Audiovisual / Jornalismo Júnior

No último sábado (10/11), a Jornalismo Júnior realizou seu terceiro evento do ano, pautando a discussão do jornalismo na televisão, ainda muito presente e influente na vida dos brasileiros. Realizado no Centro de Convenções Rebouças, contou com três mesas distintas, discutindo variadas percepções sobre o formato, hoje.

Mesa 1: Influência da TV

A primeira mesa que deu abertura ao evento tratou sobre a influência da televisão. Contou com a mediação do professor de jornalismo e transmídia da faculdade Cásper Líbero, Júlio César Fernandes; a presença de Maurício Stycer, que assina aos domingos uma coluna sobre televisão na Folha de S. Paulo e é repórter especial crítico do UOL; Gabriel Cruz, apresentador da TV Gazeta e Mônica Pinheiro, que trabalhou como chefe de reportagem e editora na TV Globo e atualmente ministra aulas de especialização de conteúdo audiovisual no InFormação.

Imagem: Audiovisual / Jornalismo Júnior

A conversa teve início com pergunta feita pelo mediador questionando se há um equilíbrio entre o jornalismo televisivo local e o de rede e se é necessário que haja mais jornais comunitários.

Mônica Pinheiro abriu a discussão dizendo que a tendência é que essa forma de jornalismo cresça cada vez mais, pois as pessoas estão buscando veículos que trazem notícias de suas comunidades. Porém, não soube dizer se a divisão entre os noticiários grandes e locais é equilibrada.

A palavra passou para Maurício, que iniciou sua fala alertando que os jornais locais, infelizmente, são os primeiros a fecharem quando surge uma crise. Entretanto, ressalta a sua importância: “O jornalismo local deveria ser a prioridade. O que as pessoas querem é saber sobre o que afeta a vida delas diariamente.” Nesse sentido, embora o jornalismo local seja uma importante ferramenta para a população, ele enfrenta dificuldades para ganhar forças justamente por ser de menor alcance.

Gabriel Cruz fez uma importante colocação lembrando que “os programas de TV locais abrem espaço para o telespectador ter interação.” Porém, concorda com a posição de Maurício ao dizer que os jornais locais sofrem com falta de recursos financeiros. Afirma que fazer jornalismo televisivo é, em sua essência, muito caro. Por isso, acredita que é mais fácil em fazer jornalismo para todos do que fragmentá-lo.

O mediador retomou a palavra pontuando que o jornalismo precisa avançar no quesito interação e, com isso, faz uma nova pergunta aos palestrantes: “Como fazer produtos jornalísticos audiovisuais em que a interação seja mais forte?”

São relembrados por Gabriel os programas televisivos que fazem perguntas ao público e estas são respondidas em outras plataformas, como o Facebook. Menciona também entrevistas que começam a transmissão na televisão, mas após o término do tempo do programa, passam a ser transmitidas ao vivo na internet.

Um produto jornalístico que, no ponto de vista de Mônica, foi de certa forma um passo para o jornalismo interativo aconteceu na Rede Globo, com mensagens de telespectadores respondendo à questão: “Qual o Brasil que eu quero para o futuro?” Neste caso, o usuário passou a ser produtor de notícias. “Neste movimento vimos nomes de cidades e coisas que nunca havíamos ouvido falar”, afirma Mônica.

Além do problema financeiro, os palestrantes apontaram que o jornalismo televisivo tem um determinado padrão, são ensinadas regras rígidas que limitam as pessoas, as deixam presas e impedidas de criar.

Em seguida, foi feita uma pergunta da plateia “Quais são as narrativas e possibilidades que a TV pode criar para se tornar mais interativa?”

Gabriel Cruz começou respondendo que quem ainda dá a “chancela” final são os jornais tradicionais, por manter a confiança do público. Afirmou que há muito para ser desenvolvido para que o público se desprenda do jornal tradicional, mas cai na questão do tempo, espaço e dinheiro investidos.

Já Mônica fez menção às fake news no WhatsApp e o poder que elas ganharam por serem mensagens praticamente instantâneas. As pessoas acabam tendendo para as notícias que surgem primeiro. Esse é o grande desafio das mídias atualmente, adaptarem-se à essa urgência de informação. E quem talvez resolverá este desafio será a próxima geração de jornalistas.

Júlio César confirmou que é necessário tentar encontrar o público que está no WhatsApp. Porém, relembra que na segunda anterior (5) houve um corte de 70% dos funcionários da TV Gazeta. “O momento em que mais se exige do jornalismo é visto negativamente. Estamos num período de crise.”

Uma nova pergunta foi feita na plateia “Como ficará a questão da censura na televisão com o novo governo de Jair Bolsonaro?”

“Isto não é um momento novo, mas ficará mais latente”, declara Gabriel. A televisão e o governo sempre travaram embates e tiveram discordâncias. “Precisamos ver se o futuro presidente manterá seus discursos em lives no Facebook, ou abrirá o tema para contestações”, finaliza.

Maurício disse que “o que temos que observar é a reação à crítica.” A crítica pode ser feita de maneira democrática, ou não. Mesmo em outros momentos, ele recorda, sempre tiveram embates com a TV, e este não será diferente. Porém, preferiu não tomar nenhum posicionamento e garantiu ser necessário esperar para ver.

Mônica se faz otimista ao dizer que só existe um caminho. “Se tivermos uma questão seletiva, apesar de sermos uma classe originariamente desunida, o jornalismo precisará se unir e lidar com isso de maneira conjunta.” Em suas últimas considerações, assegura que teremos muito trabalho pela frente.

Gabriel se desculpa por ter sido pessimista ao contar de sua recente demissão da TV Gazeta quando se apresentou, mas admite que este é o mercado que jovens jornalistas irão encontrar e deseja boa sorte a todos.

“Estes últimos meses foram complicados e incertos. Ainda estamos nesse caldo eleitoral, que foi intenso, e ainda não nos recuperamos.”, refletiu Maurício e concluiu dizendo que se guarda em reserva do que acontecerá, apesar de sinais inquietantes.

Para encerrar a mesa, o mediador Júlio César contou que achou muito otimista saber que jornalistas universitários escolheram um tema como TV para debater. “Sofremos muito preconceito com isso, é uma mídia marginalizada. Que bom que vocês estão discutindo o mercado que também fará parte do futuro de vocês.”

 

Mesa 2: Produção de notícias 

Imagem: Audiovisual / Jornalismo Júnior

O jornalismo muda e se reinventa a medida em que novos meios de comunicação vão surgindo. Primeiro começou com o impresso, logo depois o rádio, a televisão e agora os meios virtuais de levar informação à população.

Os canais variaram muito ao longo do tempo, mas a forma de fazê-la nem tanto. Mesmo com o surgimento das mídias digitais, as pessoas continuam se informando da mesma maneira. Em sites lêem textos assim como faziam com os jornais e revistas impressos. Em programas de podcasts escutam, tal como o rádio. No streaming ou on demand se informam pelo audiovisual.

O que mudou foi a forma como o leitor, ouvinte ou telespectador chega às informações e sua interação com quem produz o conteúdo. Uma dessas novas maneiras é por meio das redes sociais. Sabendo disso, o Estado de São Paulo (Estadão) criou o Drops, jeito inovador de transmitir notícias por meio dos stories do Instagram.

A ideia surgiu após uma palestra na sede do Instagram, como conta a jornalista Ananda Portela, uma das pessoas que produzem o Drops. “Inicialmente gravamos os stories com os repórteres que gravavam a matéria” conta Ananda. Os criadores queriam informar o público cada vez mais ligado às redes sociais de forma rápida e ao mesmo tempo dar crédito a quem produzia a matéria. “Aos poucos começou a ser menos sério e cada vez mais próximo ao leitor”. Essa mudança fez com que cada vez mais pessoas procurassem o Instagram do Estadão, o tornando o grande sucesso que é hoje.

Ananda conta sobre como é o processo de produção do Drops. Ela chega na redação por volta das 14 horas e começa a ler as principais notícias daquele dia. Depois começa a procurar vídeos, gifs e o que vai entrar entre os stories de informação. “A parte mais difícil do programa é encontrar os vídeos de introdução para funcionar como gancho”, explica a jornalista. Após um pré-preparo, ela começa a gravar os vídeos, que precisam estar dentro dos padrões de segundos do aplicativo.

Com tudo gravado começa o processo de edição dos vídeos. Para isso, o celular do Estadão conta com um aplicativo de edição de vídeos para celular. “Editar leva cerca de 3 ou 4 horas. A edição do Drops é uma tentativa de deixá-lo mais profissional possível”, continua Portela.

Apesar de não parecer televisão por estar em um aplicativo de celular, o Drops tem edição e uma produção antes de ir ao ar. Ou seja, ele é uma nova forma de o audiovisual levar informação a quem deseja e aproximar um jornal tão tradicional como o Estadão de quem o acompanha.  

Bem diferente do Drops, Bruno Laforé, da TV Record, contou um pouco mais sobre como são os bastidores da televisão tradicional durante esse processo de mudança dos meios de comunicação. Ele fica de olho nas notícias do dia anterior que poderão entrar no dia seguinte por “render assunto” por muito tempo.

Ele conta que chega cedo na redação e começa a ler, ouvir e assistir os principais veículos de comunicação para se manter atualizado e já começar a selecionar as melhores pautas desde cedo. “O que está bombando no site do R7 é o que provavelmente bomba na televisão também, por isso existe o ranqueamento de notícias mais lidas do portal”, explica Bruno sobre o processo de escolha de notícias.

Quanto à produção de uma matéria, o pauteiro diz que “o trabalho em TV pode ser resumido em duas palavras: equipe e tempo”. Algo grandioso pode acontecer a qualquer segundo e tudo o que já estava pronto para entrar no ar precisa ser mudado. Isso é o que os jornalistas passam ao longo da carreira.

Bruno cita como exemplo a queda do avião da Chapecoense. “Estava sozinho na redação e precisei mobilizar uma equipe para ir cobrir o ocorrido imediatamente. Alguns jornalistas precisaram ir com a roupa que estavam vestindo e comprar novas no local”, comenta.

Todos os recursos precisam ser movidos o mais rápido possível para que a notícia chegue à nós, telespectadores, que nem imaginamos tudo que se passa atrás de uma câmera e a quantidade de pessoas envolvidas em uma notícia de um ou dois minutos.

Murilo Augusto trabalha em um ambiente diferente dos outros dois: a TV por assinatura. Ele traz questões do futuro desse meio de produção de notícias na era dos streamings e do on demand. Murilo trabalhou em diversos setores nos bastidores da ESPN e também conta sobre como a TV por assinatura tem se reinventado.

A principal ferramenta seria a criação de plataformas online para os assinantes, com conteúdos exclusivos, além daqueles que são passados na televisão. “É importante encontrar tendências de mercado e não apenas do seu”, diz Murilo. Quando se tem uma noção de para onde o mercado vai em um período próximo, fica mais claro onde investir e o que agrada o público. Isso vale não apenas na televisão.

Murilo também comenta sobre a necessidade de parar uma programação para dar uma notícia quente. O exemplo citado foi quando Pelé precisou passar por uma cirurgia. “Naquele dia, era o responsável pelo fechamento e havia acabado de chegar em casa quando precisei voltar para a redação”.

Assim como Bruno, Murilo teve a experiência de precisar mover toda uma equipe para a cobertura de uma notícia urgente. Mas, no seu caso, ele precisou ficar no hospital com a equipe para supervisionar toda a cobertura. “Trabalhei 30 horas seguidas naquele dia com a equipe. Foi uma cobertura de resistência e  sentimento de dever cumprido e de informar da melhor forma possível quando acabou”, contou.

“A estrutura para lidar com o inesperado na TV tem mudado e a tecnologia ajuda muito, principalmente com equipes cada vez menores e com pessoas fazendo várias funções ao mesmo tempo”, comenta Murilo. O uso do celular gradativamente mais frequente pode ser utilizado para explicar essa fala. O repórter pode estar em um local sem uma equipe grande e consegue gravar uma notícia pelo seu celular desde que tenha tripé e noções básicas de enquadramento.

A mesa abordou assuntos ligados à produção de notícias em diversos segmentos do audiovisual, não ficando presa somente à televisão. Isso fomentou uma discussão muito mais profunda sobre como o campo de notícias por vídeo é abrangente e que a importância da edição não se dá apenas na TV tradicional. Pelo contrário: um bom tratamento de imagens gera credibilidade e mostra profissionalismo até nas redes sociais.

Além disso, a divergência na área de atuação dos convidados só acrescentou à conversa. Cada um contribui da sua forma, falando sobre as dificuldades encontradas nos diferentes veículos e mostrando que o jornalismo audiovisual está presente em diversos locais e de diferentes maneiras.

Mesa 3: Documentários

O último debate do evento teve como tema programas documentais. A mesa foi composta por Luana Ibeli (TV Brasil), Eliane Scardovelli (Profissão Repórter) Rogério Guimarães (TV Record), Samuel Kobayashi (ex-repórter cinematográfico) e mediado pela professora Rosana de Lima (ECA-USP).

Imagem: Audiovisual / Jornalismo Júnior

Rosana deu início à discussão ressaltando a importância do evento como um todo, já que nos encontramos em um momento crucial da história do Brasil. “Esse evento é uma forma de resistência”, declarou.

Entregou a fala à Luana, que abriu sua exposição dando destaque à diferença entre jornalismo e documentários. O jornalismo é intrinsecamente ligado à objetividade (mesmo que não seja possível), interpretando o mundo com afastamento. Enquanto isso, o documentário é subjetivo, sempre parte do ponto de vista de alguém – além de ser conduzido pelo diretor.

Luana foi responsável pelo roteiro e reportagem de uma das grandes reportagens de maior prestígio da TV Brasil, “Racismo na Escola” (2015), que aprofunda o tema a partir de pichações racistas na Universidade Estadual Paulista (Unesp) contra o professor Juarez. Ela afirma que o formato do Caminhos da Reportagem permitiu destrinchar muitas camadas do racismo, desde a mais escancarada à mais singela.

Além disso, a proximidade com as fontes deu abertura para diferentes visões. “Consegui acessar locais que outras pessoas talvez não conseguissem”, conta Luana, que sai do off do repórter e permeia o entrevistado. O formato de grande reportagem no jornalismo televisivo pode ser mais artístico, trabalhado, dirigido. Segundo ela, é um híbrido.

Eliane concordou com Luana, afirmando que, no cotidiano, a imagem no jornalismo é meramente ilustrativa. Além disso, destaca a relação utilitária com as fontes: “Às vezes, é preciso uma fala específica. Você já ouve a pessoa sem ouvir”.

Segundo ela, o documentário subverte essa relação superficial. Permite que o entrevistado fale o que quiser, através de perguntas sem indução. Muitas vezes, transparece sentimentos mesmo sem palavras: captura um olhar, um suspiro, uma pausa. “O não dito traz uma verdade interessantíssima”, afirma.

A repórter reforça que “isenção é uma falácia”. No documentário ou grande reportagem, essa expressão do ponto de vista se dá de modo sincero. Para Eliane, não deve ser algo falado, mas mostrado: “Os fatos falam por si só”. Ela destaca a importância da busca por símbolos, imagens com significado, o que obriga um exercício intenso de observação. Quando a fala é acompanhada de uma ação, um gesto, têm mais poder de empatia – e jornalismo é ferramenta de gerar empatia.

Rogério tem experiência tanto com hard news (por 14 anos), quanto com grandes reportagens televisivas (por dois anos). Ele conta que, no jornalismo cotidiano, o costume é chegar com o roteiro pronto, sem abertura. Já no jornalismo documentário, há mais flexibilidade, além de um deadline maior.

Segundo ele, há maior abertura para sensibilidade: é possível realmente mergulhar nas histórias e na vida das pessoas. “Você vê as coisas de forma diferente quando faz documentário”.

Samuel, o jornalista mais experiente da mesa, trabalhou como repórter cinematográfico e com documentários muito tradicionais. “Sou um dinossauro vivo”, brinca. Se especializou em povos isolados, principalmente indígenas, e não raro precisava viver na selva. Em produções como essas, principalmente estrangeiras, ele destaca a importância do respaldo científico, mais importante que a opinião do próprio produtor. “É um viés muito mais científico do que factual.”

O documentarista conta, também, sobre uma iniciativa inédita da rede em que trabalhava, NKH, de fazer um documentário ao vivo. O tema era a vida das tribos indígenas do Lago Titicaca.

A abertura para perguntas gerou um debate acerca do limite para a manifestação de sentimentos pelo repórter na televisão. Segundo os convidados, às vezes, é impossível se controlar, e é preciso haver espaço para se expressar, mas é necessário que haja um limite, já que é possível se perder caso a emoção tome conta do corpo.

Muito foi falado a respeito das relações humanas decorrentes do trabalho em televisão, principalmente em grandes reportagens. “Equipe é casamento”, declara Luana, e Rogério afirma que as relações (principalmente entre cinegrafista e repórter) devem ter base no respeito e diálogo. Samuel ressalta o aspecto da evolução pessoal decorrente de conflitos, naturais em qualquer relação humana. Eliane, que já trabalhou em redação, aponta que o jornalismo pode ser muito solitário, e a interação proporcionada pela TV é um virtude.

Em relação à escolha dos temas para grandes reportagens e documentários, todos falaram que pode acontecer de diversas maneiras. Algumas vezes, quem escolhe é o chefe. Outras, o tema “cai no colo”, como diz Luana. Assuntos chegam por checagem, pessoas ligam, repórteres têm insights. Eliane conta que, no Profissão Repórter, não há produtores ou editores. O repórter é o responsável, e o principal critério de escolha é o interesse público.

Por fim, os convidados conversaram a respeito do futuro do documentário. Luana não acredita que a internet pode acabar com a TV, e sempre haverá espaço para o jornalismo documentário. Rogério pensa na possibilidade do hard news, mais veloz e efêmero, migrar totalmente para o digital, abrindo mais espaço para grandes reportagens televisivas. Eliane rebate a pergunta sobre o futuro de documentários com outra pergunta: “Como fazer jornalismo hoje, enquanto pessoas acreditam mais no grupo de WhatsApp da família?”

Rosana encerra a mesa retomando a hibridez das grandes reportagens televisivas. Para ela, esse espaço cinzento em que jornalismo e documentário se misturam, essa fronteira da narrativa, pode ser exatamente o que vai nos ajudar a avançar na produção jornalística.

Por Leticia Camargo, Thaislane Xavier e Amanda Péchy Duarte
camargoleticia@usp.br | thaislanexavier@usp.br | amandapechyduarte@gmail.com

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