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MIB: Homens de Preto – Internacional. Revitalizando a série, expandindo seu universo
CINÉFILOS
13 jun 2019 | Por Anderson M. Lima (anderson.marques.lima@usp.br)

Em um universo tão abrangente e desconhecido, a Terra não ficaria em paz por muito tempo. Desta forma, o mundo é novamente ameaçado por aliens em  MIB: Homens de Preto – Internacional (Men in Black International, 2019). Mas a ameaça acontece em continente europeu, então como o planeta pode ser defendido? A partir disso, vemos como a organização MIB atua numa escala global.

Não seria interessante comparar essa trama com qualquer um dos três primeiros filmes da série. Alguns poderiam pensar que MIB: International trata-se de um spin-off, mas o longa é de fato uma continuação do mundo já estabelecido. Talvez por ser início de uma nova era na série, lembremos do primeiro filme, MIB – Homens de Preto (Men in Black, 1997), mas seria improdutivo fazer isso, já que em 1997 nós tínhamos a questão da novidade, agora esse fator não mais existe.

Os diretores do longa, em entrevista concedida a Variety, mostram como essa questão de trazer uma nova trama a série era algo inconcebível depois do término da trilogia: “Nós conversamos. Quando terminamos o terceiro filme, nós falamos sobre o fato de que não sentíamos que havia outro filme, ou melhor, em termos diferentes. Falamos sobre como nos sentíamos completos, porque o terceiro lidava com o mistério do pai de Will e parecia emocionalmente completo, e todos nós pensamos coletivamente que não iríamos desenvolver mais um em alguns anos”.

Dentre as novidades, temos uma nova dupla de protagonistas, e uma dupla já conhecida: Tessa Thompson (Agent M) e Chris Hemsworth (Agente H). Os personagens de Thor: Ragnarok (2017), voltam a fazer um filme juntos e trazem mais uma vez a química vista entre os dois atores no filme já citado. Agente M é uma pessoa que convive com o mistério de ver seus pais “neuralizados” (efeito causado pelo aparelho que remove as memórias de indivíduos) desde sua infância, e com isso, cresce com a vontade de conhecer tudo o que o universo pode oferecer. Já Agente H é o galã da agência MIB inglesa, salvador do mundo em uma missão mal explicada, mas que aproveita da fama até os dias atuais.

Se tínhamos o contraponto de Tommy Lee Jones e Will Smith, um branco e um negro na primeira trilogia, nesse temos a questão de uma mulher atuar nos Homem de Preto, e o longa consegue tirar sacadas muito boas a partir disso, pois como uma agência ainda pode se chamar HOMENS de Preto, se temos mulheres atuantes, tão boas quanto seu parceiros masculinos? Há também um diferencial no sentido de colocar a parte sentimental no homem e a parte racional na mulher, caminhando no oposto ao estereótipo já estabelecido da sociedade (e convenhamos, estereótipo sem sentido) . Isso fica bem perceptível na cena no deserto, quando o Agente H compara as reações químicas da criação do universo com as reações químicas ocorridas no cérebro a partir da atração física.   

A dupla protagonizada por Thompsom e Hemsworth continuam a ter uma ótima química em tela, o que faz o filme ficar no mínimo interessante [Imagem: Divulgação]

O filme é bem dividido entre a comédia e ação, atuando muitas vezes de forma conjunta e sem um estilo atrapalhar o outro, como na cena de perseguição em Marrakesh. Aliás, o filme realmente alcança uma escala planetária, já que vemos sequenciais em Paris, Londres, Nova York, Itália e Marrocos.

Temos diversas referências à trilogia antiga, das mais óbvias às mais escondidas, e até um alusão ao personagem de Hemsworth no mundo da Marvel. Mas os personagens novos, tanto humanos, quanto aliens, também têm seu próprio carisma, e rendem boas interações com os protagonistas, principalmente o personagem Pawny (Kumail Nanjiani), que atua com muito sarcasmo e com tiradas muito bem elaboradas.

O roteiro tem alguns deslizes, pois as principais reviravoltas propostas pelo longa são bem previsíveis e são compreendidas rapidamente, não trazendo um clímax muito interessante em seu final, mas deixando pontas abertas para uma possível continuação.

Independente da simplicidade do roteiro, a dupla principal de atores consegue levar muito bem o filme e pelo menos deixa o ar de interesse nos espectadores, ao pensar nos caminhos aos quais a série pode seguir daqui para frente, isso dependendo claramente do sucesso que essa nova empreitada vai ter em termos de bilheteria e crítica.  

O longa tem estreia prevista para o dia 13 de junho no Brasil. Confira o trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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