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O que toca no Sala33: Virada à Paulista
Escuta Aí
18 maio 2018 | Por Jornalismo Júnior

Imagem: Maria Laura López/Comunicação Visual

A Virada Cultural é, provavelmente, o evento mais importante do ano cultural da cidade de São Paulo. Acontecendo desde 2005, as 24h de programação permitem que os paulistanos (e quem mais vem ver acontecer) tenham contato com o mais diferente tipo de manifestações artísticas, e de quebra, conhecem um pouquinho dos cantinhos da cidade.

Vanguart – Casa Vazia (Maria Eduarda Nogueira)

“Vanguart” é uma banda indie brasileira que merece destaque por suas letras sensíveis e seu ritmo melódico envolvente, em um tom sempre acolhedor, como se estivéssemos ouvindo uma história e nos imaginando nela. Em “Casa Vazia”, a expectativa de um novo amor faz com que o ouvinte enxergue a situação do eu lírico como a sua própria, sentindo as mesmas emoções. O trecho “Se é amor, vence; se é amor, vai vingar” sintetiza bem a vibe da canção e da produção da banda, em geral.

Karol Conká – Bate a Poeira Parte II e Karol Conká – É o poder (Daniel Terra)

Conká é foda, adoro as letras e o rap.

Zé Pereira  – Belo Belo (Pedro Ezequiel)

A banda paulistana traz uma música que ora se anima, ora se acalma. A sensação passada é algo frenético e sensual e muito bom de se ouvir. A faixa faz referência ao poema de Manuel Bandeira, “Belo Belo”, que o eu lírico também está a procura de coisas que podem ser sentidas.

Jaloo – Say Goodbye (Pedro Ezequiel)

Esse cantor paraense é, sem dúvidas, icônico. Suas músicas são carregadas de diversidades sonoras e eletrônicas, além de um talento inquestionável. Nessa letra com participação de BADSISTA, Jaloo retrata uma pessoa que está vivenciando uma despedida, que em alguns trechos nos remete à uma relação e, em outros, como se a própria estivesse em um confuso processo de rompimentos e entendimentos próprios.

Jaloo – A Cidade (Pedro Ezequiel)

E, de quebra, vai ter mais uma indicação de Jaloo: A cidade. Nessa música, o cantor diz como ele sente saudade de uma cidade mais colorida e humana, onde as pessoas se importam com o seu redor e não somente com que está distante ou o que é pura moda. É uma baita composição que traz uma reflexão pertinente em suas batidas.

Trio Beijo de Moça – Redemoinho (Pedro Ezequiel)

Tava sentindo falta de um bom forró? Então relaxe que vai ter! O trio de mulheres canta um ritmo romântico e leve nessa música (mas calma, dá para dançar da mesma maneira),onde a pessoa idealizada está em conflitos com uma paixão que lhe causa sentimentos contrários. Se você gosta de forró (assim como esse repórter que escreve aqui) e está com um relacionamento parecido com o da letra, a composição do Trio Beijo de Moça é perfeita para a situação.

Amanda NegraSim – Periferia é um pedaço da África (Pedro Ezequiel)

Como o próprio nome da cantora afirma sua identidade, os seus versos também. Amanda NegraSim canta em seu flow a verdade que muitas vezes foi velada sobre a escravidão e suas graves consequências. Mas a rapper busca realizar a afirmação negra na sua letra, valorizando muito bem a questão religiosa.

Rashid e Lucas Carlos – Bilhete 2.0 (Pedro Ezequiel)

Em uma nova roupagem de sua música Bilhete, o rapper Rashid conta com a participação de Lucas Carlos para fazer com que seu flow fique ainda melhor. A letra trata de uma despedida inesperada, já que o casal estava bem. O flow da música tem uma levada romântica e melódica, onde Rashid interpreta os versos da primeira parte e Luccas o refrão e os finais.

IRA! – Mariana foi pro mar (Mariana Arrudas)

Essa música me marcou muito porque tem o meu nome e meu tio sempre cantou essa música pra mim desde pequenininha.

IRA! – O Girassol (Mariana Arrudas)

Sempre ouvi essa música desde de criança porque minha família toda é fã de IRA! Com o passar do tempo eu comecei a entender a letra e percebi que ela é muito bonita.

Tulipa Ruiz – Efêmera (Giovanna Stael)

As canções sutis e doces embaladas pela voz de Tulipa Ruiz são marcadas por letras sensíveis e arranjos suaves. A cantora batiza sua criação musical de “pop florestal”: metade Minas Gerais, onde viveu a maior parte de sua vida, e metade São Paulo, que abriga suas origens santistas. Na Virada Cultural, irá se apresentar no sábado, em conjunto com Pitty e Baby do Brasil. Seja se apresentando na Virada ou tocando no spotify, Tulipa Ruiz se prova uma trilha sonora perfeita para aquele jantarzinho com os amigos ou andar de bicicleta no parque sob o sol invernal 🙂

Rodrigo Ogi – Nuvens e Rodrigo Ogi – Profissão Perigo (João Vitor Ferreira)

Escolhi duas do Ogi pq ele é um artista bem paulistano e acho que combina com a vibe do festival. A primeira música fala bastante sobre paternidade e acho a letra dela bem bonita. Já a segunda conta sobre os motoboys de SP.

niLL – Minha Mulher Acha Que Eu Sou o Brad Pitt (João Vitor Ferreira)

Estou colocando só porque pago um pau pro niLL e porque o pessoal conhece muito pouco ele.

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