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Quadro a quadro nacional: curtas-metragens brasileiros em stop-motion

País começou produção nos anos 1940 e hoje abriga exímios expoentes da técnica

CINÉFILOS
09 out 2021 | Por Rebeca Fonseca de Ávila (rebecafonsecadeavila@usp.br)

A paciência é de fato uma dádiva, e não há ninguém melhor do que diretores de animações em stop-motion para comprovar esse ditado. Essa técnica consiste na movimentação de fantoches, objetos ou bonecos articulados — que servem como personagens — por pequenas alterações em sua posição, as quais devem ser fotografadas uma a uma. Quando unidas as fotografias, cria-se a ilusão de um movimento contínuo, como se ele não tivesse sido composto quadro a quadro.

Esse trabalhoso e demorado procedimento é um dentre os diversos modos de se produzir uma animação. Hoje, quem domina esse mercado são as produções feitas com imagens geradas por computador (Computer-Generated Imagery, CGI), porém, em termos de popularidade, as realizações em stop-motion não ficam para trás e conseguem ser tão atraentes quanto elas. O cerne da execução do stop-motion pouco se alterou desde que ele surgiu, então ele ainda mantém seu caráter essencialmente autoral e cativa o público com seu apelo estético singular.

 

Rebobinando

Essa linguagem cinematográfica foi concebida no final do século 19, pelos cineastas ingleses James Blackton e Albert E. Smith, que fizeram o curta-metragem The Humpty Dumpty Circus (1897), no qual animavam peças de um brinquedo para criar uma apresentação de circo. Como a técnica não foi patenteada pela dupla, outras pessoas a utilizaram e aperfeiçoaram ao longo do tempo, a princípio apenas para filmagens curtas ou criação de efeitos especiais em filmes de live action, como em O Mundo Perdido (The Lost World, 1925) e King Kong (1933).

 

Foto em preto e branco do curta. Nele, um circo tem a presença de animais e um domador.

The Humpty Dumpty Circus não possui cópias preservadas, essa é a única foto existente dele. [Imagem: Reprodução/YouTube/canal Jt plays]

O diretor russo Ladislas Starevich foi pioneiro na realização de um longa-metragem, com O Conto da Raposa (Le Roman de Renard, 1937), cuja caracterização dos personagens inspirou Wes Anderson na criação de O Fantástico Senhor Raposo (Fantastic Mr. Fox, 2009). O cineasta já havia estreado na técnica 27 anos antes, quando utilizou besouros embalsamados como personagens de Lacanus Cervus (1910) e, com seu desenvolvimento técnico fidedigno, impressionou o público, que pensou serem insetos domesticados atuando. 

Foto de Giovanna Guimarães, uma mulher branca de cabelos castanhos. Na foto ela sorri e usa uma boina marrom e brincos de argola

[Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal]

Giovanna Guimarães, mestra em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretora do curta-metragem animado Luz Câmera Animação (2012), ressalta que técnicas artísticas não morrem, logo, mesmo que o stop-motion seja antigo e novos métodos tenham sido criados, ele não sumirá. “Há períodos de maior ou menor uso de uma ou outra [técnica] e sempre haverão aquelas mais usadas, por melhor acesso a recursos, mas outras que permanecem, mesmo tendo menor número de produção”, diz.

Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, a ascensão de softwares digitais foi fundamental para o aperfeiçoamento do stop-motion. A tecnologia permitiu que as imagens recebessem tratamento, o que ajudou a eliminar suportes para apoio dos bonecos e marcas de encaixe para as diferentes expressões faciais das cenas, por exemplo. Giovanna explica que a animação se desenvolve por meio da mescla com diferentes procedimentos e que não há uma competição entre eles; na verdade, eles são complementares. Logo essa união tecnológica não extinguiu a natureza artesanal das animações, que ainda demandam manipulação direta de objetos reais e confecção manual, e provou que o stop-motion é capaz de se adaptar às transformações.

 

Foto Wes Anderson manuseando animais utilizados em uma produção stop-motion

Wes Anderson nos bastidores de O Fantástico Senhor Raposo. [Imagem: Divulgação/20th Century Fox]

Atualmente, a maior parte das produções em stop-motion são oriundas dos Estados Unidos e da Inglaterra, porém isso não significa que outras regiões do globo não produzam animações valiosas como essas. O Brasil é um desses casos; embora a criação de curtas-metragens sobressaia em relação aos longas, há um vasto leque de animações aqui.

 

Brasil em cena

No território nacional, essa variedade de animações é amparada em diferentes técnicas e, mesmo o stop-motion não sendo a mais expressiva delas, ele marca presença na indústria cinematográfica. Hoje, há apenas dois longas-metragens brasileiros em stop-motion, o primeiro foi Minhocas (2013), dirigido por  Paolo Conti e Arthur Nunes, produzido após o sucesso de um curta homônimo da dupla, que conquistou 11 prêmios em festivais de animação brasileiros.

 

Imagem em que Paolo Conti aparece de costas vestindo uma blusa xadrez amarela e preta e manuseando peças que compõem um curta em uma mesa. Um fundo verde pode ser visto na frente dele.

Paolo Conti nos bastidores de Minhocas. [Imagem: Reprodução/YouTube/canal Programa Reclame]

Em 2021, Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente nasceu para integrar a pequena seara de longas brasileiros na técnica. Dirigido por César Cabral, ex-aluno da Escola de Comunicação e Artes da USP, o filme conta a vida e obra do cartunista Angeli, cujo personagem Bob Cuspe serviu de inspiração ao diretor. A estreia mundial ocorreu no festival francês de animação de Annecy, onde ele foi premiado na mostra Contrechamp (contracampo), referência na animação mundial.

Festivais direcionados especificamente ao nicho de animações — de diversas técnicas, não apenas stop-motion são especialmente importantes para a divulgação desse tipo de arte. O Anima Mundi, criado em 1993, é o principal festival internacional de animação do Brasil. Ele ocorria anualmente, porém, devido à perda de patrocínio e corte de verbas, sua edição mais recente foi em 2019. O futuro incerto desse evento é prejudicial, afinal ele divulga novos talentos, possibilita a exibição de produções em locais mais acessíveis do que telas de cinema e permite o contato do público com a arte através de oficinas e workshops.

Imagem de Flávio Gomes montando uma peça de uma produção stop-motion

[Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal]

Flávio Gomes de Oliveira, doutor em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e diretor do curta Vida de Boneco (2016), afirma que festivais de animação são cruciais para o desenvolvimento dessa arte. Segundo ele, os eventos democratizam a distribuição dos filmes, afinal desde produções independentes até projetos de grandes produtoras podem ser inscritos e, a partir daí, aproveitar as possibilidades audiovisuais advindas disso, como a possível distribuição em serviços de streaming

A maior perda em relação ao possível encerramento do Anima Mundi está no fato de que, desde 2012, as animações vencedoras de seu principal prêmio entravam na pré-lista para concorrer ao Oscar, o que era uma porta de entrada para animadores brasileiros alavancarem seus projetos, como abordado por Flávio. 

A falta de financiamento para os eventos e para a própria produção de filmes dificulta o desenvolvimento da técnica no Brasil. De acordo com Giovanna, um gargalo à produção de animações aqui é a diminuição dos recursos públicos para financiamento de atividades culturais, o que, segundo ela, tem a ver com os percalços políticos enfrentados ao longo dos anos. A animadora afirma que há materiais necessários à execução que são de difícil ou caro acesso e, embora seja possível explorar o stop-motion com poucos recursos, para grandes projetos, a quantidade de materiais, equipamentos e pessoas envolvidas deve ser diretamente proporcional. 

Assim, a realização de festivais e a produção de longas fica comprometida, logo compreende-se a predominância de curtas-metragens do gênero no Brasil.

 

Grandes curtas

A qualidade na execução da técnica e os criativos enredos dos curtas brasileiros são excelentes exemplos das infinitas possibilidades imaginativas que o stop-motion permite desenvolver. Em tramas publicitárias, educativas ou com fins de entretenimento, as produções revelam talentos brasileiros e hipnotizam o público com a visualidade única inerente ao stop-motion e às digitais e personalidades que a equipe produtora deixa em cada um dos bonecos e cenários.

 

O Dragãozinho Manso: Jonjoca (1942)

Lançado 32 anos após a primeira animação 2D brasileira, o diretor Humberto Mauro estreia o stop-motion no Brasil com um curta que conta uma versão infantil da lenda de São Jorge e o Dragão. Embora o filme seja majoritariamente composto quadro a quadro, há algumas cenas com atores reais, em que uma mulher conta a história para crianças. Na trama, Jonjoca, o dragão, não é derrotado, mas sim domesticado por São Jorge, o que fez com que o monstro se tornasse um herói. Com uma execução ainda primitiva da técnica, os personagens se moviam bruscamente. 

 

Foto em preto e branco do dragão mencionado deitado no chão

O dragão machucado após ser capturado por São Jorge. [Imagem: Reprodução/YouTube/canal CTAv Centro Técnico Audiovisual]

Quindins (2010)

Quem já leu o conto homônimo de Luis Fernando Verissimo consegue compreender mais facilmente o sentido desse curta dirigido por Giuliana Danza e David Mussel. Nele, Ariosto, em seu leito de morte, faz uma confissão à sua mulher que muda o rumo de suas vidas, a índole de sua mulher e inclusive o amor que ela sentia por ele. A revelação diz respeito à juventude de ambos, que é relembrada através de um álbum de fotos, curiosamente, composto por imagens desenhadas em 2D, ao invés de simples fotografias dos bonecos.

O uso do stop-motion garantiu uma aparência peculiar aos personagens, a qual seria difícil de ser reconstruída unicamente através de técnicas digitais. Por conta dos materiais utilizados e da modelagem, o que mais se destaca é a fisionomia idosa de Ariosto e Quiléia, que de fato transmite a idade avançada, com rugas, linhas de expressão e certa flacidez.

 

Imagem de um casal de idosos observando um álbum de fotos. A mulher está sentada na cama enquanto o homem está deitado

Quiléia e Ariosto com o álbum de fotos. [Imagem: Reprodução/YouTube/canal Giuliana Danza]

 

Neomorphus (2011)

Os fenômenos biológicos da evolução e da mutação recebem um olhar macabro nesse curta surrealista dirigido pelo estúdio Animatório. Em um universo fantástico e mórbido, as metamorfoses tão rápidas quanto a vida começam com uma bicicleta e terminam com uma vespa com fisionomia sinistra e humanóide. Não apenas os detalhes e aspectos sinistros do curta atraem atenção, mas também a trilha sonora sombria e a sonoplastia com sons guturais e nojentos. A fluidez dos movimentos também chama a atenção e quase nos leva a crer que não se trata de um filme em stop-motion.

 

Cena em que uma criatura com cabeça de bebê e corpo sem braços aparece sentada em um ambiente sombrio.

Uma das metamorfoses da bicicleta. [Imagem: Reprodução/Vimeo/canal Animatório]

 

Cycle (2013) 

Para retratar a sociedade do consumo, a diretora Raquel Sancinetti conta a história de um casal que se distancia conforme aparelhos eletrônicos são inseridos em suas vidas. Ambos são máquinas, o homem funciona a pilhas e a mulher a cordas, porém apenas o marido tem obsessão pela tecnologia, o que faz com ele esteja cercado de telas digitais o tempo todo e compre compulsivamente produtos que não usa e são acumulados em cantos da casa. 

O casal possui uma rotina fixa e idêntica: todos os dias se sentam no sofá e assistem televisão; enquanto isso, a mulher tenta se aproximar do marido, porém ele a repele em detrimento de computadores e celulares. Ao final do curta, o egoísmo do marido é redimido de maneira trágica e sua mulher segue sua obsessão pela tecnologia.

Em 2014, ganhou os prêmios de Melhor Curta na Goiânia Mostra Curtas e o de Melhor Desempenho em Animação no Festival de Cinema enRoute da Air Canada.

 

Casal entediado enquanto assiste à televisão. [Imagem: Reprodução/Vimeo/canal Kel San]

 

Vida de Boneco (2016)

Metalinguístico, o curta dirigido por Flávio Gomes conta a história de um homem solitário que passa a confeccionar bonecos de diversos tipos para lhe fazer companhia e, posteriormente, os animar em stop-motion. O diretor relata que esse curta foi elaborado ao mesmo tempo em que ele desenvolvia sua tese de doutorado, portanto retrata o percurso de seu projeto de pesquisa sobre stop-motion desde o início, com o uso de fantoches e marionetes, até o conhecimento mais aprimorado da técnica, com o uso de animatrônicos.

Sobre a produção, Flávio conta que uma das especificidades do stop-motion é que, para animar nessa técnica, não basta ter conhecimento dela por si só. Estudar costura, bordado, conhecer borrachas e silicones e ter domínio de química básica para saber quais metais combinar com outros materiais na construção dos cenários e personagens são também requisitos desse tipo de animação.

Em 2017, o curta foi vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, considerado o Oscar brasileiro, como melhor curta-metragem de animação e, em 2016, ganhou em categoria homônima na mostra Associação Brasileira de Documentaristas do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.

 

Personagem construindo uma marionete. [Imagem: Reprodução/YouTube/canal Flávio Gomes]

 

Almofada de Penas (2018)

Dirigido por Joseph Specker, a adaptação animada do conto Travesseiro de Penas (El Almohadón de Plumas), do uruguaio Horacio Quiroga, demorou seis anos para chegar em sua versão final. No curta, a personagem Alícia é acometida por uma inexplicável doença, que a faz ficar acamada e em constante estado de alucinação, misturando realidade e sonho. 

Impossibilitada de sair do quarto, a mulher é dominada pelos delírios, que transformam inclusive sua cama em um local assustador e fonte de pânico. Alícia é recém-casada e a relação com seu marido foi fria e distante até então, porém conforme ela sucumbe à moléstia, Jordão torna-se mais terno e se revolta com a impossibilidade de agir contra ela. O final, mesmo sendo baseado na história de Quiroga, não deixa de impressionar.

A técnica do stop-motion é empregada com maestria em Almofada de Penas, ela é novamente essencial para construção do enredo e fruição do espectador, que, a partir das texturas asquerosas dos materiais utilizados, constrói sentido para os sombrios sonhos de Alícia e os teme com ela.

 

Em stop-motion, a personagem aparece assustada em um ambiente alaranjando

Alícia delirando. [Imagem: Reprodução/YouTube/canal CinemaUnisul]

 

Lé Com Cré (2018) 

Sentadas em uma poltrona, crianças respondem a perguntas sobre três temas: dinheiro, medo e coisas de menino e de menina. A diretora Cassandra Reis entrevistou sete crianças que dublam os bonecos escolhidos por elas para lhes representar no curta. Os depoimentos pueris nos fornecem um novo ponto de vista sobre o mundo, eles não são ingênuos e evidenciam o senso crítico infantil.

Inicialmente, a diretora não pretendia realizar um curta de animação, porém os possíveis entraves para uso das imagens de menores de idade a levaram ao stop-motion. Grata surpresa, o resultado tem enorme apelo estético e torna os depoimentos ainda mais interessantes pela representação escolhida pelas crianças. 

Em 2018, ganhou os prêmios Carlos Saldanha de Melhor Curta de Estudante Brasileiro e o de Melhor Curta infantil do Festival Anima Mundi.

 

Personagem negra de cabelos laranjas e vestindo roupas verdes aparece sentada em um sofá e conversando

Princesa ruiva, figura escolhida por Bárbara do Prado, respondendo as perguntas. [Imagem: Reprodução/Curtaflix]

 

Quando a Chuva Vem (2019)

Uma casa de pau a pique e um pequeno quintal são os cenários construídos pelo diretor Jefferson Batista e sua equipe para tematizar a grande seca de 1979 a 1985 no sertão nordestino. O curta acompanha o dia a dia de um casal, cujo jovem filho nunca conheceu a satisfação da chuva, mas presencia diariamente os desgostos de sua falta. A trilha sonora sertaneja composta por Adelmo Arcoverde é a única sonoridade que acompanha os afetos familiares do cotidiano à espera da chuva. 

A delicadeza exigida pela execução do stop-motion é compatível com a brandura com a qual a história dessa família, que frequentemente volta os olhos ao céu na esperança de ver nuvens carregadas, é criada. E, quando elas finalmente chegam, são acolhidas com serenidade e recebidas fisicamente pelo filho do casal que toma seu primeiro banho de chuva.

Em 2019, venceu os prêmios de melhor fotografia, montagem, edição de som e direção de arte no Cine PE – Festival do Audiovisual.

 

No curta em stop-motion, mãe e filho olham para o céu. A mãe está fora de casa e o menino está na janela da casa de barro.

Mãe e filho ansiosos pela chuva. [Imagem: Reprodução/Vimeo/canal Jefferson Batista]

 

Fascínio pelo vagaroso

Com estética inconfundível, o stop-motion tem a capacidade de fascinar o público por animar o inanimado e manter um formato de produção incrivelmente artesanal na era digital. 

Por ser único, dificilmente será substituído por outras técnicas suas características não serão transpostas para outras linguagens bem como não as substituirá, estilos diferentes de animação coexistem e isso enriquece o cinema.

Para Flávio, a magia de movimentar algo que materialmente existe é o que torna a técnica especial. O animador conta que se apaixonou pelas texturas e pela possibilidade de ver algo materialmente real se mexendo na tela e diz que nas aulas que ministra, também percebe o êxtase nos olhos das pessoas ao verem suas criações se movimentarem.

Esse efeito estético também diz respeito à possibilidade de imprimir diretamente sua marca e identidade nas criações em quadro a quadro, afinal o toque humano é inevitável para confecção e manipulação dos objetos. Possivelmente essa identidade visual não será reproduzida nem através de avanços hiperrealistas em animações computadorizadas, pois elas ainda serão diferentes por não animarem materiais que existem de verdade e não conseguirem reproduzir inteiramente suas singularidades.

Apesar das dificuldades de financiamento pelas Leis de Incentivo à Cultura, a técnica quadro a quadro resiste e é próspera no território nacional. Os, nem sempre conhecidos, curtas e longas brasileiros nos mostram que não são apenas os países desenvolvidos, com extensa tradição cinematográfica, que são capazes de fazer filmes com enredos interessantes e domínio da técnica, logo não é preciso buscar muito longe para consumi-los.

Toda modalidade de animação é elogiável e trabalhosa, porém há de fato uma aura de magia que envolve o stop-motion e cativa os espectadores. Assistir a algo e reconhecer que aquilo foi lenta e cuidadosamente manipulado por mãos humanas, que cada detalhe, movimento e textura foram pensados e compostos propositadamente para transmitir algum efeito e contribuir para a construção do enredo é impressionante. Resta agradecer à paciência dos cineastas que dedicam seu tempo a nos encantar quadro a quadro e movimento a movimento.

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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