Por Guilherme Hofer (guihofer@usp.br)
Desde agosto de 2015, em todos os domingos e feriados a avenida Paulista em São Paulo, um dos maiores centros corporativos do país, é fechada para carros e motos, liberando o asfalto para os pedestres. O 1º teste aconteceu em 28 de junho de 2015, junto da inauguração da ciclovia no centro da avenida.
O decreto oficial foi implementado em 2016, durante o governo do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), por meio do programa Ruas Abertas. O objetivo era que cada subprefeitura da capital tivesse uma via com o projeto. Atualmente, além da Paulista, somente algumas ruas no bairro Liberdade aderem a ação.
Ao visitar a avenida no domingo, sem automóveis entre 9h e 16h, é possível encontrar diversos artistas, sejam eles cantores ou dançarinos, povoando a rua com muita cultura e diversão. Muitas famílias passeando, tirando fotos e fazendo compras. O espaço ainda é um meio de manifestações dos mais diferentes campos ideológicos. Esse mix de cenários, que vai dos prédios mais antigos, passando pelos grandes projetos arquitetônicos, aos mais modernos, forma uma grande composição para um ambiente protagonizado pelas pessoas.
Nesse contexto, o palacete, o Méqui 1000 (casarão Hannud), o casarão Sadocco e a Casa das Rosas permanecem como os únicos edifícios residenciais da primeira metade do século XX remanescentes na avenida inteira. No entanto, outros exemplos da época, que não eram casas, mas locais de serviços públicos ou privados até hoje atuantes são o Hospital Santa Catarina, a Escola Estadual Rodrigues Alves, o Instituto Pasteur e partes do Club Homs.
A rua que abrigava a elite cafeeira paulistana passou por uma série de transformações a partir dos anos 50, com a permissão de construção de prédios de serviços e edifícios comerciais. A convivência entre o passado colonial brasileiro e um país adentrando em um mundo globalizado do pós-guerra passava a ser mais conflituosa.
Em 1982, a prefeitura propôs um projeto de tombamento de 32 residências históricas da avenida. A obrigatoriedade de manter os edifícios preservados incomodou alguns de seus proprietários, que se uniram para demolir 2 deles na madrugada de 20 de junho daquele ano. Três dias depois, o Palacete Mourisco, um dos principais marcos históricos da presença arábe na cidade, seria também derrubado.
O ápice da disputa entre a prefeitura e as famílias herdeiras dos patrimônios ocorreu por conta da mansão Matarazzo. Com a ameaça de tombamento, a família tentou dinamitar o prédio, sem sucesso. Porém, o conflito judicial foi vencido pelos proprietários, que demoliram o maior símbolo do que havia sido a avenida Paulista em seu princípio, hoje dando lugar ao shopping Cidade São Paulo.
Segundo a Câmara Brasileira de Literatura o consumo de livros entre os brasileiros cresceu. De 2024 para 2025, houve um acréscimo de 16% para 18% da população que comprou ao menos um livro nos últimos 12 meses. O aumento representa cerca de 3 milhões de pessoas. Quando se considera o recorte de idade, a faixa etária que mais aumentou o consumo é entre 18 e 24 anos, com 3,4% a mais de leitores. Henrique e Alice contaram que estiveram também na feira do livro que aconteceu no Pacaembu entre maio e junho deste ano, que recebeu mais de 90 mil visitantes. Comentaram que lá também foram entrevistados e brincaram que se na próxima vez que saírem não pararem eles para uma conversa, com certeza tem algo errado.















