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Disney+ | ‘Luca’ como exemplo de que as animações são um dos melhores tipos de entretenimento

SOBRE AMIZADE E ACEITAÇÃO, O FILME É MAIS UM SUCESSO DOS ESTÚDIOS

CINÉFILOS
15 jul 2021 | Por Julia Custódio (juliamcustodio@usp.br)

Luca (2021) é a mais nova animação da Pixar, distribuída pela Disney+, com direção de Erico Casarosa. O filme se passa na Riviera Italiana e acompanha o jovem Luca (Jacob Tremblay), um ser marinho, nas suas aventuras terrestres ao lado de seu amigo Alberto (Jack Dylan Grazer).

Os pais de Luca, principalmente a mãe superprotetora, têm medo que o filho vá para a superfície devido aos perigosos monstros terrestres — os humanos. O garoto obedeceu os pais até conhecer Alberto, também um ser marinho, que mora numa ilha. Os dois viram amigos e começam a se questionar como é o mundo fora do mar e da ilha, e sonham em andar de Vespa por aí sem preocupações. Isso até seria possível, já que, quando não estão em contato com água, eles parecem humanos normais, se não fosse pelos pais de Luca descobrirem as suas fugas e mandá-lo para as profundezas do mar junto com seu tio.

Mais uma vez, o menino escapa e, junto com Alberto, vai para a vila de Portorosso, onde conhecem Giulia (Emma Berman), uma garota humana. Ainda tentando conquistar o sonho da Vespa, os três se inscrevem em uma competição e se preparam para os desafios enquanto enfrentam dificuldades para esconder que são seres marinhos.

O filme é mais uma animação bem sucedida dos estúdios que traz lições como amizade, aceitação, respeito e determinação, junto a uma história bem humorada que prende a atenção de todas as faixas etárias. As personagens são extremamente interessantes, o que, aliado à relação central de Luca e Alberto, torna o filme super leve e cativante.

 

Giulia, uma personagem branca com cabelos ruivos ondulados e olhos castanhos, vestindo uma camiseta listrada branca e laranja com calça jeans azul e um gorro azul claro. Ela aparece com uma expressão irritada na frente de algumas caixas, onde Luca, com medo, e Alberto, irritado, tentam se proteger.

Giulia defendendo Alberto e Luca. [Imagem: Divulgação/Pixar]

As interações entre os dois garotos dão um senso de que um completa o outro. Luca, apesar de ser aventureiro, pensa muito nas consequências, com uma vozinha no fundo da cabeça lhe dizendo para ser cauteloso. Alberto, por sua vez, é muito aventureiro e não tem medo de nada: ele pula de penhascos, nada perto de barcos e é super extrovertido. Juntos, eles formam uma dupla imbatível e com muita química.

Somada a essa equação, Giulia é determinada e amigável, com um sotaque italiano adorável e com o objetivo de tirar a vitória de Ercole Visconti (Saverio Raimundo) no campeonato de corrida da vila. Assim, a menina é perfeita como o terceiro elemento da amizade, apesar do pai ser um pescador e caçador de monstros marinhos. Para ela vencer o antagonista, a ajuda dos amigos é mais que bem vinda. 

Ao decorrer do filme, as cenas ficam cada vez mais engraçadas, girando em torno do treinamento do trio, da procura feita pelos pais de Luca e do gatinho desconfiado de Giulia. No entanto nem todos os momentos são assim; alguns mostram a vulnerabilidade das personagens, o que torna a trama muito sensível e bonita. Aliás, momentos assim são esperados nesse estilo de filme, em que a história representa algo maior. Isso acontece em outras animações da Pixar, como Toy Story (1995), Divertidamente (2015) e Soul (2020).

Passada no verão Italiano, a história é um refresco para os ares parados do cinema Hollywoodiano, que sempre foca nos cenários estadunidenses. Luca é um dos pontos fora da curva, como Viva: A Vida é uma Festa (2017), e prova que o ramo das animações deve se aventurar por novas tramas e lugares, introduzindo aos espectadores diferentes pessoas, culturas, músicas e modos de ver o mundo.

Nota do Cinéfilo: 4,5 de 5, ótimo

O filme estreou no Brasil dia 18 de junho para todos os assinantes da Disney+. Confira o trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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