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O que toca na Sala33: Nostalgia 2000
Escuta Aí
13 jul 2018 | Por Jornalismo Júnior

O Sala33 fez uma seleção que vai te fazer viajar no tempo e lembrar da adolescência pulando na cama com essas músicas ou chorando pelo crush que nem sabia que você existia.

Ivete Sangalo e Saulo – Não precisa mudar (Beatriz Gatti)

Risos… Com meus 9 anos, cantava com vontade e achava o solo do Juninho incrível. Essa música passou a fazer parte da minha infância depois que minha mãe ganhou o DVD do show da Ivete no Maracanã. Eu achava muito, muito, muito bom e adorei que o presente foi repassado, mas ficava chocada que ela não ficava admirada com Veveta toda trabalhada no couro, com direito a luva e tudo.

Com toda a dignidade dessa época, Corazón Partío, Deixo e Quando a Chuva Passar também passaram a ser as músicas que eu esperava encontrar nos videokês. No fim das contas, Não precisa mudar é pra mim uma boa representação desse álbum todinho!

Cine – Garota Radical (Marcus de Rosa)

Quem não cantou a melodia desse clássico do rock colorido? “Garota radical”, maior hit da banda Cine, marcou época logo no fim dos anos 2000. Lançada em 2009, elevou o conjunto para perto dos gigantes do Restart e ajudou a definir o estilo “colorido” da época, principalmente com seu videoclipe, no qual os membros da banda se vestem no característico estilo “colírio”.

Restart – Levo Comigo (Marcus de Rosa)

Provavelmente o maior clássico do rock colorido, ou happy rock, foi o hit de mais sucesso da banda Restart, provavelmente a mais popular do estilo. Poucos adolescentes não gritaram o refrão desta música, seja por gosto, ou simplesmente pelo fato de ser impossível de tirá-la da cabeça. De qualquer maneira, “Levo comigo” marcou muito fortemente a época do final dos anos 2000.

NX Zero – Razões e Emoções (Marcus de Rosa)

Diretamente do álbum de estreia da banda NX Zero, uma das maiores no cenário do rock e “emo” dos anos 2000, “Razões e emoções” marcou uma geração inteira de adolescentes e lançou o grupo no cenário nacional com seu clipe criativo. O drama e emoção na música introduziu no cenário brasileiro o som “emo”, que começava a chegar por aqui por meio da música estadunidense, e esta canção em particular, junto a sua contemporânea “Pela última vez” estabeleceram o estilo no Brasil, principalmente na incrível maneira como seus refrões podem (e quase devem) ser cantados extremamente alto.

Charlie Brown Jr. – Te Levar Daqui (Marcus de Rosa)

Um dos maiores hits de uma das maiores (se não a maior) bandas do rock nacional, “Te Levar Daqui” foi tema da novela Malhação 2005, invadindo as casas das famílias brasileiras e marcando para sempre suas crianças e adolescentes. Não há como não ser transportado diretamente para o início dos anos 2000 ao ouvir Charlie Brown Jr. As canções escritas por Chorão marcaram o Brasil todo e ter a música em questão tocando todo dia na maior emissora do país elevou a banda à fama nacional.

Tribalistas – Velha Infância (Pedro Ezequiel)

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown conseguiram trazer toda uma leveza e sensações boas através de cada nota desta música. O trio conta com vários outros sucessos, mas Velha Infância, em especial, marcou época para vários brasileiros. Ela trata sobre o amor, fazendo uma analogia com a infância que não se cansa, que é livre, que é inocente, que é um estado de sentimentos puros. Uma velha infância que lembra várias infâncias de quem ouve.

Raça Negra – Cheia de Manias (Pedro Ezequiel)

Sim, vai ter pagode! E tiveram muitos pagodes marcantes na década de 2000. Um deles é esse do grupo Raça Negra. Falando sobre um relacionamento repleto de divergências, a música ficou e ainda é conhecidíssima pelo território nacional. Com o famoso verso “me ajude a segurar essa barra que é gostar de você”, o pagode virou meme nas redes sociais sem perder toda a nostalgia que ele causa.

Claudinho e Buchecha – Fico assim sem você (Pedro Ezequiel)

Avião sem asa, fogueira sem brasa, seria assim uma retrospectiva musical dos anos 2000 sem essa dupla que atravessa barreiras e gerações. Claudinho e Buchecha continuam juntos em nossas memórias com seus grandes sucessos, sendo eles um marco no mundo do funk. Com uma levada melódica e romântica, esse funk acabou se tornando um sinônimo de sentimentos bons que temos em uma relação com as pessoas, seja amizade, relacionamento, família, etc.

Cidinho e Doca – Rap da Felicidade (Pedro Ezequiel)

Se você ama a sua quebrada e nunca cantou esse funk das antigas como um hino para homenagear ela, você está fazendo isso errado. Não dá para descrever a sensação que eu tenho ao ouvir essa música, é algo que arrepia e que marcou a minha vida e de quem mora em uma favela, seja na selva de pedra, no interior, no norte do Brasil, ou no sul. Cidinho e Doca cantam um grito de todos os moradores: o desejo de felicidade de se viver ali.

Perlla – Tremendo Vacilão (Beatriz Sabino)

Essa música era uma aula de dar a volta por cima. “Tremendo Vacilão” é o segundo single de Perlla (primeiro oficial) do álbum Eu Só Quero Ser Livre. A canção conta a história de um cara que abandona a namorada em casa para curtir a noite e ela dispara contra ele falando que ele se acha “o cara”, o chamando “Tremendo Vacilão”. A batida do funk é bem característica dos anos 2000 e quando você escutava, colocava sua calça cintura baixa e não havia mais nenhum vacilão te fazendo sofrer.

Rouge – Ragatanga (Beatriz Sabino)

?Rouge foi a primeira banda que eu tive aquela coisa de fã. Maior hino brasileiro dos anos 2000 e refrão impronunciável, Ragatanga é aquela música clássica das festas de aniversário e coreografia com as amigas ou sozinha. A música é uma versão em português da música The Ketchup Song, do trio espanhol Las Ketchup e até hoje possuem especulações sobre Diego, o personagem principal da música mas que pouco consegue saber sobre ele e o sentido da letra.

Kelly Key – Baba e Cachorrinho (Beatriz Sabino)

Vai ter Kelly Key nessa playlist sim! A canção foi composta pela cantora em parceria com o compositor Andinho, trazendo uma sonoridade mesclada entre pop e R&B. A canção foi o single de maior sucesso na carreira de Kelly Key. A música fala sobre uma garota desprezada por um cara por ser mais nova (no clipe, pode ser entendido que ela está se referindo a seu professor). A música passou para os estúdios onde foi gravada com uma sonoridade diferente da normalmente utilizada no Brasil naquela época, explorando além do pop convencional, o R&B e elementos de Dance-pop, inspirado no estilo de música americana como Britney Spears e Destiny’s Child. Na época do lançamento, Kelly Key foi comparada a cantoras norte-americanas pelo estilo adotado por suas canções, sendo chamada pelo Jornal Agora como “uma Britney Spears brasileira”. Podemos ver o ápice de Kelly Key nesta sua saga amorosa em Cachorrinho onde o “cara” está totalmente submisso à ela.

(Bianca Muniz)

MEUDEUS eu dançava a coreografia dessa música e minha mãe achava uma graça (mãe tem dessas coisas, né). Até hoje me identifico muito com o trecho “se tem uma coisa que me deixa passada, é gritar comigo sem eu ter feito nada”.

Latino – Festa no apê (Beatriz Sabino)

A música oficial de toda festa em geral dos anos 2000. A música é uma versão de “Dragostea Din Tei” da banda O-Zone de Moldávia e também possui uma versão em espanhol do próprio Latino. Com uma mistura de batidas eletrônicas e uma letra onde haverá uma festa que vai rolar de tudo, é muito boa para ouvir sozinha para dar uma animada e é claro, colocar em uma festa.

As Meninas – Xibom Bombom (Beatriz Sabino)

Apesar de ter sido lançada em 1999, fez sucesso nos carnavais brasileiros até meados de 2001. Xibom Bombom possui letra bem politizada sobre a desigualdade social no país o desejo de crescer na vida e sobreviver. O ritmo do axé e a letra chiclete fazem da música nosso hino socialista melhor que Gatinha Comunista.

Pitty – Equalize (Bianca Muniz)

Quando penso nas músicas os anos 2000, logo me vem a cena do meu irmão mais velho escutando na sala de casa umas rádios voltadas para o público que gosta de rock. Lembro quando ele começou a escutar Pitty, achei o máximo ouvir uma voz feminina no meio das várias bandas com vocalistas homens. Anos mais tarde ganhei meu primeiro celular, que tinha uma edição especial com músicas do disco “(Des) Concerto ao Vivo” já na memória (eu nem precisava passar pelo sufoco que era fazer um download!), o que possibilitou ouvir vários sucessos da Pitty repetidamente e reforçar minha admiração por ela.

Marjorie Estiano – Você sempre será (Bianca Muniz)

Marjorie Estiano é lembrada principalmente por sua carreira como atriz. Sua estreia na TV aconteceu com a personagem Natasha, na 11ª temporada de Malhação (MELHOR MALHAÇÃO, saudades), onde também conhecemos seu talento musical. “Você sempre será” surgiu como uma música da Vagabanda, banda fictícia que tinha Natasha como baixista, mas acabou entrando no repertório do primeiro disco da Marjorie, virando uma das músicas mais tocadas nas rádios brasileiras em 2005.

Los Hermanos – Último romance (Bianca Muniz)

Até quem me vê lendo jornal na fila do pão, sabe que essa música mexe comigo, me deixando com um sorrisinho bobo toda vez que escuto. Os caras dos Los Hermanos são adorados e odiados por seu sentimentalismo nas canções, algo que você certamente irá encontrar em “Último romance”. A voz anasalada do Rodrigo Amarante cantando versos como “Você me falou pr’eu não me preocupar, ter fé e ver coragem no amor” ainda inspira várias legendas de fotos nas redes sociais.

Manu Gavassi – Garoto Errado (Mariana Arrudas)

Eu simplesmente amo essa música! Ouvi muito no auge dos meus 12 anos quando eu era apaixonadinha por um “tipo certo de garoto errado” inclusive, eu fiz uma carta pra ele com a letra desta música. Deu errado, mas o que vale é a intenção.

Fernando e Sorocaba – Paga Pau (Mariana Arrudas)

Eu amava essa música, muito dos sertanejos! Dancei ela umas 50 vezes, seja em dança da escola ou só com minhas amigas na hora do recreio, só saudades.

MC Leozinho – Ela só pensa em beijar (Mariana Arrudas)

Essa música tocou muito nas minhas festinhas de aniversário quando eu nem sabia o que era funk e eu e as minhas amigas tínhamos uma coreografia especial pra ela! Volta MC Leozinho eu imploro.

Ivete Sangalo – Festa (Mariana Arrudas)

Minha família é um fã clube da Ivete Sangalo, e eu como boa filha, sobrinha, neta e etc também sou fã! Dancei muito essa música nos anos novos, natais, páscoas, aniversários e todas as reuniões de família possíveis.

Tribalistas – Já Sei Namorar (Laura Scofield)

Uma música que é, ao mesmo tempo, calma e alegre, que levanta o astral de todas as formas possíveis e é uma delícia de se ouvir, Já Sei Namorar não podia faltar nesta playlist!

Vanessa da Mata – Não Me Deixe Só (Laura Scofield)

Um samba pra se ouvir em qualquer momento, que anima quem já está animado e acolhe quem não está nos melhores dias. Não Me Deixe Só é um das melhores músicas dessa artista fantástica que é a Vanessa da Mata.

MC Marcinho – Rap do Solitário (João Vitor Ferreira)

Essa é pra lembrar do começo do funk carioca. MC Marcinho fez muito sucesso no início dos anos 2000 e, sem dúvidas, essa música foi uma das principais responsáveis pelo sucesso do gênero.

MC Júnior e MC Leonardo – Rap das Armas (João Vitor Ferreira)

Mais uma representante do Funk carioca. Acho que não existe ninguém que não conheça o “Pará papá papá”, ainda mais depois do sucesso do filme Tropa de Elite.

MC Koringa – O Tambozão Ta Rolando (João Vitor Ferreira)

Um dos primeiros hits do Koringa, essa música estava presente em praticamente todos os aparelhos MP3 da época.

Pixote – Insegurança (João Vitor Ferreira)

Com certeza esse era um dos melhores pagodes dos anos 2000 e a melhor do Pixote.

Luka – Tô nem aí (Daniel Terra)

Música que já mostrava a alta performance em mostrar o quanto você estava nem aí, porque já tinha virado a página e estava em outra.

Rouge – Brilha la luna, Beijo Molhado, Blá Blá Blá, Um anjo veio me falar e Não dá pra resistir (Daniel Terra)

A girlband merece todo o destaque nessa playlist, não é possível falar de nostalgia sem a presença das donas do país.

Perlla – Totalmente Demais (Daniel Terra)

Canção altamente revolucionária para época e que você cantava, adorava mas não entendia exatamente nada do que se tratava.

Wanessa Camargo – O amor não deixa (Daniel Terra)

O amor presente não deixa faltar uma música tão profunda, mas permite sentir saudades de uma época tão boa.

Wanessa Camargo – Eu quero ser o seu amor (Daniel Terra)

A nostalgia que está contida na música é maior forte por lembrar de novelas e filmes clichês.

Wanessa Camargo – Metade de Mim (Daniel Terra)

Essa música tem uma vibe bem Miley Cyrus, o que aproxima o country do brasil, como não amar?

Equipe do Sala33

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O Sala33 é o site de cultura da Jornalismo Júnior, que trata de diversos aspectos da percepção cultural e engloba música, séries, arte, mídia e tecnologia. Incentivamos abordagens plurais e diferentes maneiras de sentir e compartilhar cultura.
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