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NBA Finals SP: uma visita ao universo NBA
ARQUIBANCADA
11 jun 2018 | Por Jornalismo Júnior

Por Carlos Ferreira e Tainah Ramos

Fachada da NBA Finals 2018 (Imagem: Reprodução)

O basquete conquista a Avenida Paulista novamente. Depois de receber mais de 17 mil pessoas, em sua primeira edição em 2017, o espaço NBA Finals está de volta. A casa temática, localizada no número 1811, abriu as portas no dia 6 de junho. Fazendo a alegria de milhares de fãs ao exibir as finais da temporada 2017/2018, transmitindo os jogos 3 e 4 em seu gigantesco telão de 8 metros.

A série, de melhor de sete jogos, acabou com uma “varrida” do Golden State Warriors em cima do Cleveland Cavaliers. O time do oeste venceu os quatro primeiros jogos das finais, sendo dois em casa, na Califórnia, e os outros dois na casa dos adversários, em Cleveland.

Apesar da presença do melhor jogador da atualidade no elenco, os Cavaliers viveram uma temporada  dramática, repleta de altos e baixos, e surpreenderam ao alcançarem o título da Conferência Leste e a tão esperada final. Por outro lado, os Warriors tiveram uma equipe estrelada, a qual apresentou um jogo impecável e conquistou seu terceiro título num intervalo de quatro anos. Sendo assim, com a série encerrada, o espaço NBA Finals SP teve seus dias abreviados neste ano, funcionando somente até dia 10 de junho.

Avenida Paulista, 1811

A casa não se restringe apenas a um lugar para assistir as finais da liga, o espaço é uma verdadeira imersão no universo NBA. Ao entrar, os displays dos atletas estão espalhados pelo amplo ambiente. À esquerda, a NBA Store foi instalada. Além dos produtos típicos das franquias, as estações de medidas dos tamanhos reais dos atletas atraíam a curiosidade dos visitantes até a loja.

As medidas das mãos e pés dos jogadores. (Imagens:Tainah Ramos/Jornalismo Júnior)

No andar superior, acomodou-se uma sala de jogos com videogames, arremessos e brindes. Havia, também, um recinto com as camisas autografadas por lendas do basquete, como Michael Jordan e Kobe Bryant, que encantavam a todos por ali. O que estava à direita era tão impressionante quanto: a réplica dos vestiários dos finalistas das conferências – Cleveland Cavaliers, Boston Celtics, Golden State Warriors e Houston Rockets.

Camisetas autografadas Michael Jordan e Kobe Bryant. (Imagens: Tainah Ramos/Jornalismo Júnior)

O NBA 2K18 podia ser jogado na Arcade Zone. (Imagem: Tainah Ramos/Jornalismo Júnior)

Esse piso é complementado com uma área para a experiência de realidade virtual. Através da VR Experience, o visitante pode ser transportado para dentro das quadras. Ao colocar os óculos de realidade aumentada, ele se encontra atrás do garrafão, vendo os maiores astros da liga em lances extraordinários. Após um pequeno flash, ele está no vestiario, tomando um banho de champagne com a equipe vencedora ao lado do Troféu Larry O’Brien. Finalizada a experiência virtual, o público encontra o verdadeiro troféu na sala ao lado.

Troféu Larry O’Brien em exposição. (Imagem: Carlos Ferreira/Jornalismo Júnior)

Vivendo a NBA

Para o Assessor de Comunicação da NBA Brasil, Samy Vaisman, a intenção do evento é trazer a realidade da liga para o Brasil. “Todos os nossos eventos sempre têm a intenção de trazer mascote, grupo de dança, grupo de enterrada, jogadores, para que as pessoas que venham realmente entendam que da porta para dentro é NBA”, diz.

A ideia central é vivenciar o mesmo que Estados Unidos e Canadá quanto ao campeonato. “Você não está falando em inglês, mas você está consumindo e vivendo a mesma coisa que as pessoas lá fora vão encontrar. O mascote que está aqui é o mascote do Clippers! Não é qualquer pessoa… é ele! O grupo de enterradas é do Portland e é o grupo de intervalo que se apresenta lá”, completou.

O momento é, de fato, singular. É possível sentir a NBA em cada traço do evento: a oportunidade de arremessos no espaço externo, o show do Chuck, mascote do LA Clippers, o grupo de enterradas do Portland Trail Blazers. O verde e amarelo se abre cada vez mais para a principal liga de basquete do planeta.

De 8 a 80: a relação da NBA com o público brasileiro

O basquete não é o esporte mais popular no país, mas isso não chega a ser um problema. O evento Finals atrai três tipos de público, segundo o assessor. “Um é o fã de NBA. Esse se caracteriza por consumir todos os produtos do time, da liga; e por saber tudo sobre NBA. Há, também, o entusiasta de esportes ou fã de basquete. Não necessariamente ele acompanha apenas a NBA, conhece ou consome tudo da liga. O último, na verdade, é uma pessoa que muitas vezes nem gosta de basquete. Ele gosta das roupas, das cores ou do lado urbano que tem o lifestyle da NBA”, afirma.

Muito fã ou nem tanto, pequeno ou grande, NBA Finals oferece a experiência para todos esses públicos de conhecer e se aproximar da liga. “A gente não tem uma faixa etária que está definida: é o famoso 8 a 80”, explica Samy. E o fã de NBA, Flávio Ariel, que tirou o sábado (9) para aproveitar o espaço, reconhece isso. “É muito legal ver o tanto de criança que tem aqui. A infância é a ponte para os esportes.” E adicionou: “Esse evento é muito importante para promover a cultura do basquete no Brasil, não só NBA, mas o basquete nacional também.”

Realmente, não era preciso andar muito para encontrar crianças curtindo a casa. Os pequenos estavam por toda parte: na sala de games, no espaço Spalding, na área externa jogando basquete com mini-bolas e uma tabelinha. Alguns aventuravam-se em atividades pensadas para o público mais velho. Como os irmãos Otávio, 11 anos, e Miguel, 7 anos, torcedores do Cavaliers e Warriors, respectivamente, que deixaram o conforto da pequena tabela para arriscarem arremessos em uma de tamanho real. O público foi levado a euforia quando o pequeno Miguel, com sua mini-bola, conseguiu vencer a altura, marcando uma cesta. Seu irmão mais velho não conseguiu repetir o feito. Após vencer na NBA e nos arremessos livres, o torcedor mirim dos Warriors não perdoou: “Cadê o papai LeBron, Otávio?”

O futuro dos eventos promovidos pela NBA no Brasil

O apaixonado por basquete pode ficar animado, a tendência é que a NBA cresça no mercado nacional. Desde a abertura de seu escritório, em 2012, a NBA Brasil promoveu três jogos de pré-temporada no Rio de Janeiro, além da NBA House, durante as olimpíadas de 2016. O Brasil também já faz parte do calendário de lançamentos da marca, com diversos produtos sendo lançados simultaneamente no mercado nacional e norte-americano.

Camisetas a venda na NBA Store. (Imagem: Reprodução/NBA Brasil)

O lançamento progressivo de lojas físicas é outro indicativo da relevância do país quando o assunto é NBA. “Semana que vem vamos abrir a quarta loja no Brasil, loja física, aqui em São Paulo, na Galeria do Rock”, explica Samy Vaisman. A marca já possui lojas nas cidades do Rio de Janeiro, Campinas (SP) e Mogi das Cruzes (SP), sendo as únicas lojas físicas na América Latina. “A abertura dessa quarta loja mostra que o mercado brasileiro é prioritário. Se você pensar que o mercado anda retraído, vamos dizer assim, você abrir loja física é andar na contramão do que está acontecendo e, na verdade, essa contramão vem da demanda dos fãs”, concluiu.

Por fim, existe grandes possibilidades do basquete voltar a invadir a Avenida Paulista no próximo ano. O espaço NBA Finals tem tudo para se consolidar como evento anual. O calendário NBA 2017/2018 já está encerrado, em agosto o escritório começará  o planejamento da próxima temporada. As expectativas para mais uma edição da casa de finais são altas, mas, por hora, nada está certo. Aguardemos.

Arquibancada
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