Jornalismo Júnior

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‘A melhor de sua geração’: Meryl Streep e a anatomia de uma atriz

Dos palcos às telas, a artista construiu uma das carreiras mais sólidas e invejáveis de Hollywood
por Lara Oliveira (la.oliveira@usp.br) e Sara da Franca (saradafranca@usp.br

Em 22 de junho de 1949, nos arredores da ilha de Manhattan, em Summit, New Jersey, nascia Mary Louise Streep, a garota que viria a ser considerada globalmente a melhor atriz de sua geração. Com o apelido dado pelo pai, Meryl consolidou sua carreira acumulando prêmios e prestígio da crítica e do público, sendo a intérprete com mais indicações ao Oscar e assegurando três vitórias na premiação com a sua filmografia.

O início nos palcos

A primeira performance nos palcos de Streep foi como cantora, ainda criança, em um desfile de natal. Em entrevista ao TimesTalks em 2016, Streep afirma que alguém na plateia recomendou aos seus pais que ela deveria fazer aulas de canto, mas pela distância deles em relação ao showbusiness, a ideia que mais os agradava “era algo como engenharia, havia muitos engenheiros na família”, contou a atriz.

De qualquer maneira, ela fez as aulas de canto — mas foi no teatro que encontrou sua vocação. Mesmo participando em peças escolares durante o ensino médio, foi quando atuou em Miss Julie, em 1969, durante sua graduação em teatro dramático no conceituado Vassar College, que Meryl começou a ser reconhecida pelo seu talento. Seu professor, Clinton J. Atkinson, apontou que “ninguém nunca ensinou Meryl a atuar. Ela ensinou a si mesma”.

Meryl foi líder de torcida durante seu ensino médio, no fim dos anos 60 
[Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]

Após o bacharelado, a atriz considerou deixar as artes e se dedicar ao direito mas, no dia do seu LSAT (abreviação para o inglês de Exame de Admissão para Faculdade de Direito), acabou dormindo além do esperado, situação que interpretou como um sinal para não deixar a atuação.

Durante seu mestrado em artes dramáticas na Universidade de Yale, uma das componentes do renomado conjunto de universidades Ivy League, Streep conciliava participações em diversas produções teatrais com side jobs de datilógrafa e garçonete. Em 1975, com o diploma em mãos, mudou-se para Nova Iorque e atuou em peças off-Broadway — realizadas em teatros menores que os do circuito principal da  cidade contracenando com nomes como Mandy Patinkin, John Lithgow e John Cazale, esse último com quem teve um relacionamento amoroso até a morte do ator, em 1978.

Streep foi a principal cuidadora de Cazale após seu diagnóstico de câncer de pulmão em 1977 [Imagem: Reprodução/IMDb]

Já nesses primeiros anos na Big Apple, a indicação ao Tony Award veio em 1976, como melhor atriz coadjuvante pelo papel de Flora Meighan em 27 Wagons Full of Cotton, peça de Tennessee Williams sobre as dinâmicas de poder no sul dos Estados Unidos na época da Grande Depressão. Seu colega de elenco na produção, John Lithgow, afirmou que Meryl era “o assunto da cidade” durante a atividade da montagem.

Meryl estrelou como Lillian Holiday, em 1977, no musical da Broadway Happy End e venceu o Obie Award por seu trabalho em Alice at the Palace, em 1981.

Meryl Streep como Flora em 27 Wagons Full of Cotton
[Imagem: Reprodução/ The Meryl Streep Archives]

Chegada às telas

Meryl Streep não ansiava em ser atriz de cinema. A inspiração para a sétima arte foi através da performance de Robert de Niro em Taxi Driver: Motorista de Táxi (Taxi Driver, 1976) — em entrevista a Far Out, Meryl contou que disse a si mesma “esse é o ator que eu quero ser quando crescer”.

Uma de suas primeiras audições para as telas foi para o remake de King Kong (1976), onde encontrou o produtor italiano Dino De Laurentiis, que a recepcionou dizendo “Che brutta!” (“Que feia!”). Meryl, que entende italiano, respondeu também no idioma “Desculpe-me não ser bonita o suficiente para estar em King Kong!.

A estreia nos cinemas veio em Julia (1977), protagonizado por Jane Fonda e Vanessa Redgrave em um drama sobre amigas que se separaram com o tempo. No longa, Meryl aparece em uma cena de flashback, contracenando com Fonda. No livro Meryl Streep: Anatomy of an Actor (Phaidon Press, 2014) da jornalista Karine Longworth, há registros da atriz abordando a experiência como negativa: “Eu estava usando uma peruca ruim e eles pegaram as falas da cena que gravei com a Jane e colocaram na minha boca em outra cena. Pensei: ‘Cometi um erro terrível, chega de filmes. Odeio essa indústria.'” 

Em Julia, Meryl interpreta a esnobe Anne Marie, uma socialite amiga de Lillian Hellman (Jane Fonda) e Julia (Vanessa Redgrave)
[Imagem: reprodução/IMDb]

Robert de Niro, que a assistiu na peça tchekoviana O Jardim das Cerejeiras montada em 1977 no Lincoln Center, sugeriu que Streep interpretasse sua namorada em O Franco Atirador (The Deer Hunter, 1978), obra-prima do diretor Michael Cimino, um dos rostos do movimento Nova Hollywood, em que os realizadores possuíam carta branca em suas produções. 

Na época, John Cazale, também escalado no filme, estava com câncer de pulmão, e então Meryl aceitou o papel, mesmo que de uma personagem plana, para ficar com o namorado durante as gravações. 

No entanto, sua performance foi o ponto de sensibilidade no meio do cenário de guerra em que se passa o filme, e garantiu sua primeira indicação ao Oscar como melhor atriz coadjuvante. Pauline Kael, crítica da The New Yorker, que posteriormente construiria uma rivalidade com Streep, afirmou que a presença dela no longa trouxe um frescor para a produção.

No livro de Longworth, a personagem é definida como “a namorada vaga e genérica”
[Imagem: Reprodução/ IMDb]

Em 1978, com o sucesso de Holocausto (Holocaust) prestigiado com seu primeiro Emmy Award como melhor atriz em minissérie, Meryl alcançou visibilidade nacional, mas ainda prefiria atuar nos palcos. Com o falecimento de Cazale no mesmo ano, interpretou, segundo a própria artista, “no automático” seu papel em A Vida Íntima de um Político (The Seduction of Joe Tynan, 1979) e voltou ao teatro para montagens de Shakespeare in the Park.

Meryl para a edição de Fevereiro de 1979 da Ms. Magazine 
[Imagem: reprodução/The Meryl Streep Archives]

Também em 1979, participou de Manhattan, de Woody Allen. Apesar de achar o filme interessante, ela contou em entrevista ao Ladies’ Home Journal, em 1980, que trabalhou nas gravações por três dias sem receber ao menos o texto completo, e sentiu que nem estava no longa. 

Em The Actress: Hollywood Acting and the Female Star (Routledge, 2006), livro de Karen Hollinger, é constatado que Meryl não foi permitida a improvisar nenhuma fala. Na produção ela interpreta Jill Davis, ex-esposa lésbica do personagem de Allen, que publica um livro sobre sua antiga relação com o homem.

Em certo nível, o filme [Manhattan] me ofende porque gira em torno de pessoas cuja única preocupação é discutir seus estados emocionais ou suas neuroses. É triste porque Woody tem potencial para ser o Tchekhov americano. Mas, em vez disso, ele continua preso à vida da alta sociedade, banalizando seu talento.”

— Meryl Streep para o Ladies’ Home Journal, 1980

A primeira estatueta e o reconhecimento internacional

Ainda em 1979, Meryl foi escalada para contracenar com Dustin Hoffman em Kramer vs. Kramer. No longa, a atriz interpreta uma mãe que, pressionada pelas condições de seu casamento, deixa o esposo e o filho. Inicialmente, Streep considerou a abordagem feminina no filme irreal para o contexto da personagem e sugeriu que o roteiro fosse revisado, o que foi concordado pelos realizadores da produção. 

“Trabalhei uma semana no início [do filme] e uma semana no fim. Mas eles falam mal de mim por duas horas! Em 1979, ninguém falava sobre depressão, mas essa mulher provavelmente pensava em se matar uma ou duas vezes por dia. Eu conseguia entender a compulsão de ir embora e não querer levar o filho pequeno para onde quer que fosse para poder melhorar. Não achei que ela fosse uma pessoa horrível — li o livro e fiquei do lado dela. O final nunca me pareceu um final.”

Meryl Streep para a Entertainment Weekly, 2000

O diretor, Robert Benton, permitiu que ela escrevesse suas próprias falas para uma das cenas mais icônicas de sua personagem, sua defesa para ficar com a custódia do filho. Hoffman, seu parceiro de cena, não concordava com essas ações e afirmou que “a odiava com todas as forças”. De todo modo, o filme lhe rendeu seu primeiro prêmio da Academia como Melhor Atriz Coadjuvante, o Globo de Ouro e outras premiações nacionais.

“Uma de suas atuações mais fortes, ainda que nem sempre simpáticas”, comentou o crítico Stephen Holden, do The New York Times, sobre a performance de Streep no filme
[Imagem: Reprodução/ IMDb]

Na década seguinte, Meryl Streep virou “A estrela dos 80s”, estrelando a capa da Newsweek. Começou a protagonizar produções desde dramas em A Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant’s Woman, 1981) a thrillers em Na Calada da Noite (Still of the Night, 1982), mas foi com sua performance em A Escolha de Sofia (Sophie’s Choice, 1982) que o título de “uma das melhores da história” começou a se estabelecer.

“Uma estrela para os anos 80” foi a frase que estampou a capa da Newsweek em Janeiro de 1980
[Imagem: reprodução/The Meryl Streep Archives]

No filme, Sofia (Meryl Streep) é uma sobrevivente polonesa do holocausto que tenta reconstruir sua vida em Nova Iorque. Ao abordar a vida atual da personagem e flashbacks do seu passado, a narrativa do longa permitiu a representação de diferentes nuances da complexidade da protagonista, o que explorou as capacidades artísticas de representar sensibilidades e frustrações em cena de Streep. 

Para o papel, Meryl estudou polonês por dois meses e perdeu peso drasticamente para as cenas em campos de concentração. A revista francesa Premiere considerou o trabalho de Streep “a terceira melhor performance de todos os tempos por uma atriz”. A segunda estatueta dourada, recebida quando a artista estava grávida de sua filha, Mamie Gummer, veio como consequência natural da recepção que o longa recebeu.

A intensa entrega física e emocional de Meryl para o papel eleva o impacto do filme, premiado internacionalmente
[Imagem: Reprodução/ IMDb]

Pelo resto da “década de ouro” para a atriz, Meryl dividiu a tela com outros artistas célebres: Silkwood – O Retrato de uma Coragem (Silkwood, 1983) ao lado de Cher, mais uma vez ao lado de De Niro, no romântico Amor à Primeira Vista (Falling in Love, 1984), Robert Redford no “oscarizado” Entre Dois Amores (Out of Africa, 1985) — performance destacada pelo seu sotaque dinamarquês — e Jack Nicholson, em A Difícil Arte de Amar (Heartburn, 1986).

Colecionando indicações às grandes premiações pela maior parte de seus projetos, a já conceituada atriz trabalhou em filmes que, apesar de não serem sucessos comerciais, também agregaram para a exploração de suas habilidades dramáticas: Ironweed (1987), do diretor argentino-brasileiro Héctor Babenco e Um Grito no Escuro (A Cry in the Dark, 1988), que rendeu seu primeiro título de Melhor Atriz no Festival de Cannes, referenciam essa época. 

Streep encerrou a década com elogios do The New York Times às suas performances como “O tipo de virtuosismo que parece redefinir as possibilidades da atuação para o cinema e a televisão”. 

Altos e alguns baixos

Embora tenha faturado seis People’s Choice Awards de melhor atriz cinematográfica entre 1984 e 1990, além de uma honrosa nomeação como a “Melhor do Mundo” (World’s Favorite Actress), a carreira de Meryl Streep enfrentou uma crise de popularidade na década de 1990. No auge da sua meia-idade, a atriz passou a priorizar papéis que permitissem que estivesse perto da família, limitando as opções à personagens ‘excessivamente emotivas’ sob o olhar da crítica. 

Esse é o caso das suas participações em As Filhas de Marvin (Marvin’s Room, 1996) e A dança das paixões (Dancing at Lughnasa, 1998). Streep personifica, em ambos, mulheres complexas e reprimidas emocionalmente, mas para os críticos, o faz de modo ‘desnecessariamente melodramático’ e ‘convencional’. Apesar disso, o papel de Lee Wakefield em As filhas de Marvin lhe rendeu outra indicação ao Globo de Ouro.

A professora Karen Hollinger descreve esse momento com detalhes no artigo “Meryl Streep: Career Renaissance, em que entrevista e relata biograficamente a atuação profissional de Streep. Para Hollinger, a sua capacidade de interpretar mulheres imponentes e influentes foi o que lhe permitiu superar, do ponto de vista comercial, as escolhas por papéis menos bem-sucedidos. 

Em paralelo, Streep decidiu se aventurar pelas comédias dramáticas dos anos 90. Primeiro com Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge, 1990), construindo uma atriz viciada em drogas irônica e sensível para a adaptação do romance Postcards from the Edge (Simon & Schuster, 1987), de Carrie Fisher. Posteriormente em A Morte lhe cai bem (Death Becomes Her, 1992), contracenou com Bruce Willis e Goldie Hawn no filme reconhecido por seu tom satírico e efeitos visuais inovadores à época. 

O filme venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais no ano seguinte
 [Imagem: Reprodução/ TMDB]

A década também foi marcada pela contínua preocupação da atriz em trazer ao cinema figuras maternas, frequentemente estereotipadas, de forma autêntica e sensível. Em 1995, atuou em As pontes de Madison (The Bridges of Madison County), interpretando uma dona de casa repleta de sonhos contidos que se apaixona por Robert Kincaid, interpretado por Clint Eastwood — ator e diretor do longa. 

Já em 1998, foi Kate Gulden, uma empregada doméstica desprezada pela filha, no drama Um amor verdadeiro (One True Thing). A atuação de Streep em ambas produções se destaca por uma naturalidade que torna as narrativas mais emocionalmente profundas para o público e para a crítica.

O sucesso das bilheterias às premiações

No início dos anos 2000, Meryl manteve sua típica versatilidade artística. Trabalhou ao lado de Steven Spielberg com uma dublagem no filme A.I – Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence, 2001) e retornou ao teatro após mais de duas décadas para a peça A Gaivota (The Seagull), no Public Theater, em Nova York. 

A volta aos palcos foi motivada por sua amizade e parceria profissional com Mike Nichols, renomado diretor que atendeu o pedido de Meryl de integrar a peça inspirada na obra do dramaturgo Anton Tchekhov. A produção foi amplamente aclamada pelo público e a participação da atriz nela reforça como sua postura feminista orienta suas escolhas artísticas. Isso porque ela vive Arkadina, uma personagem vaidosa e egocêntrica que enfrenta as condições impostas às mulheres na sociedade russa do século XIX.  

A diversidade de suas personagens continuou pelo resto da década: em 2002, apareceu nas telas como a pacata jornalista Susan Orlean em Adaptação (Adaptation), que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coajuvante, e a dona de casa homossexual Clarissa Vaughan em As Horas (The Hours), que garantiu seu Urso de Prata em Berlin.

Em 2003, recebeu o Emmy Award por seu trabalho na minissérie Anjos na América (Angels in America), baseada na peça de Tony Kushner, que mistura realidade e fantasia na Los Angeles dos anos 80, durante a epidemia da AIDS. Na trama, Meryl interpreta quatro personagens diferentes, de um anjo a um rabino. Em seu discurso de vitória, a atriz declarou: “Há alguns momentos em que eu mesma penso ser superestimada, mas não hoje!”

A década foi marcada por filmes comerciais relevantes como os sucessos de bilheteria O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, 2006) e Mamma Mia! – O Filme (Mamma Mia!, 2008), que continuam sendo filmes introdutórios à obra da atriz pelo público mais jovem. Também longas mais recatados entraram para sua filmografia, como Fúria pela Honra (Dark Matter, 2007) e Ao Entardecer (Evening, 2007).

A icônica personagem Miranda Priestly foi vivida novamente em 2026, em O Diabo Veste Prada 2
[Imagem: Reprodução/TMDB]

Streep continuou com diversos trabalhos de dublagem, a exemplo de O Fantástico Sr. Raposo (Fantastics Mr. Fox, 2009) e revisitou a veia musical em produções que iam do rock em  Ricki and The Flash – De Volta para Casa (Ricki and the Flash, 2015) à ópera em Florence – Quem é Essa Mulher? (Florence Foster Jenkins, 2016).

Só nos últimos vinte anos, Meryl acumulou seis Globos de Ouro, três Emmys e o Oscar, pela terceira vez, com seu retrato da polêmica figura de Margaret Thatcher em A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011). Atualmente, realizou projetos para streamings como Não Olhe para Cima (Don’t Look Up, 2021) e participação em séries, a exemplo de Big Little Lies (2017-2019) e sua recente entrada em Only Murders in the Building (2021-).

Uma referência para todas as gerações 

Meryl Streep se tornou seu próprio adjetivo, sendo reconhecida globalmente por sua diversidade de personagens e responsabilidade com sua técnica. Essencialmente, por perder sua identidade quando atua. Em 2024, quando recebeu sua Palma de Ouro honorária pelas mãos de Juliette Binoche, a renomada atriz francesa a homenageou dizendo:

“Quando eu te vejo nas telas, eu não te vejo. Eu vejo um movimento passando por você, que chamamos de atuação mas, de fato, é algo diferente: é uma conexão que você cria com sua presença […] De onde vem isso? Da perda? Do amor? Você nasceu assim?”

— Juliette Binoche para Meryl Streep em Cannes, 2024

Segundo o diretor Mike Nichols, seu amigo de longa data, Meryl melhora a performance de um ator só de contracenar com ele em cena. Homenageando-a em sua recepção do AFI Life Achievement Award, Nichols disse que “ela também define o que é possível para um ator como artista […] Meryl criou e continua a criar uma série de seres humanos únicos, cada um com uma alma”. 

A atriz construiu uma persona pública inspiradora buscando, desde sempre, orientar sua carreira pela destreza de sua atuação, e não pelo glamour e hipersexualização de Hollywood. Fora da ficção, é uma mulher ciente de seus direitos e privilégios e do quão raros estes podem ser para muitas mulheres ao redor do mundo. A mais recente demonstração de seu engajamento com o ativismo feminino foi quando afirmou, durante a Assembleia Geral da ONU, em 2024, que “um esquilo tem mais direitos do que uma menina no Afeganistão”. 

Meryl diz nunca ter se sentido capaz de ensinar outras pessoas a atuar por considerar algo inato à sua existência. Ainda assim, mostrou ao público ao longo desses 77 anos emoções em sua forma mais genuína. 

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