Por Fernando Lucchi (fernandolucchi@usp.br), Israel Willian Valdez (israelvaldez@usp.br) e Melissa Siqueira (melissasiqdiogo@usp.br) maradona
Diante de mais de 110 mil torcedores no Estádio Azteca, Diego Maradona protagonizou um dos episódios mais emblemáticos da história das Copas do Mundo. No dia 22 de junho de 1986, contra a Inglaterra pelas quartas de final do Mundial, o argentino marcou dois gols que atravessariam gerações: o primeiro com a mão, eternizado como “La Mano de Dios”, e o segundo após uma arrancada de mais de 50 metros — considerado por muitos o mais bonito da história da competição.
Quatro décadas depois, o lance continua a despertar debates sobre ética, genialidade e rivalidade esportiva. Os dois momentos continuam sendo lembrados não apenas pela genialidade ou pela polêmica, mas pelo impacto que tiveram na construção da figura mitológica de Maradona.
Em uma Copa marcada por tensões políticas, pela liderança exercida dentro de campo e por atuações decisivas rumo ao título, o craque transformou sua trajetória em uma narrativa que ultrapassou os limites do futebol e o elevou à condição de ídolo popular e figura quase mítica na Terra do Tango.
A busca pelo segundo título da Albiceleste
Antes de 1986, a Argentina já havia colocado seu nome na lista das seleções eternas. Vice-campeã na edição inaugural, em 1930, e campeã diante de sua torcida em 1978, a seleção chegou ao Mundial da Espanha, em 1982, cercada de expectativas. O torneio terminou em frustração quando La Albiceleste foi eliminada na segunda fase, após derrotas para Brasil e Itália. A equipe viu o jovem Diego Maradona encerrar sua primeira participação na Copa do Mundo expulso na partida contra os brasileiros.
Quatro anos depois, os argentinos desembarcaram no México com a missão de voltar ao topo do esporte. A reconstrução foi conduzida pelo técnico Carlos Bilardo, que reformulou a equipe, com uma aposta no sistema com três zagueiros e a construção do time em torno do talento de Maradona. Aos 25 anos, o camisa 10 chegava ao auge físico e técnico de sua carreira e assumia a responsabilidade de liderar a seleção, dentro e fora de campo.

A base do time titular da Argentina era composta por jogadores que atuavam na liga nacional; Maradona, Brown, Burruchaga e Valdano eram os únicos que atuavam na Europa [Imagem: El Gráfico/Wikimedia Commons]
Mesmo com o talento individual de Diego, a Seleção Argentina chegou ao Mundial com alguns problemas internos. A imprensa argentina questionava severamente o estilo de jogo implementado por Bilardo, que acusava o treinador de ser excessivamente defensivo. Essa filosofia ia na contramão do técnico campeão em 1978, César Menotti, conhecido por implementar um futebol ofensivo que potencializava Mario Kempes, camisa dez da Albiceleste na conquista. Essa mudança no estilo tático levou muitos torcedores a pedirem a demissão de Bilardo antes do início da Copa do Mundo.
Outro atrito marcante ao longo da campanha foi a relação conturbada entre Maradona e Daniel Passarella, capitão da conquista de 1978. As polêmicas começaram durante a preparação para o primeiro Mundial vencido pela Argentina: Menotti queria convocar Maradona — à época, a principal promessa do futebol do país, com apenas 17 anos — para a Copa, mas Passarella se posicionou contra a convocação de ‘El Pibe de Oro’ e defendeu que apenas jogadores que tivessem feito parte daquele ciclo disputassem o torneio.
Esse episódio criou certa animosidade entre Diego e o zagueiro e se agravou no início do ciclo para o mundial no México. Bilardo, ao assumir a seleção, resolveu confiar a Maradona o cargo de capitão da equipe, sem consultar Passarella para a mudança. A passagem da faixa irritou o ex-capitão e complicou a relação entre dois dos principais nomes da Albiceleste.
O conflito entre os capitães chegou a atingir proporções folclóricas durante a Copa do Mundo, pois Passarella não disputou nenhuma partida do Mundial em decorrência de uma grave intoxicação alimentar. O boato que passou a rondar em torno da seleção era de que Maradona e Bilardo haviam orquestrado um envenenamento contra o zagueiro. Segundo a autobiografia de Diego, Daniel espalhava no vestiário da seleção o rumor de que o camisa dez usava drogas durante os treinos, na intenção de retomar a capitania da seleção. O afastamento de Passarella consolidou a figura de Maradona como o grande líder da Argentina para o torneio.

Maradona esteve envolvido em um escândalo de dopagem contra o Brasil, na Copa do Mundo de 1990, quando os argentinos ofereceram água batizada com calmantes para os jogadores brasileiros; a Argentina eliminou o Brasil por 1 a 0 [Imagem: El Gráfico/Wikimedia Commons]
Um fator marcante da preparação foram os treinos realizados na cidade argentina de Tilcara, situada a 2500 metros de altitude. O objetivo de realizar trabalhos no pequeno povoado da província de Jujuy era adaptar o corpo dos jogadores às condições climáticas e atmosféricas do México, o que permitiu que os atletas chegassem ao Mundial acostumados com o calor extremo e ar rarefeito do país. Essa vantagem física foi importante para enfrentar as seleções europeias no caminho vitorioso.
Apesar do protagonismo de Maradona, a conquista argentina de 1986 não foi obra de um único jogador. Em entrevista ao Arquibancada, o jornalista e escritor argentino Andrés Burgo, autor de El Partido e coautor de Diego Dijo, ressalta que a seleção contava com atletas em grande fase e refletia o bom momento vivido pelo futebol argentino. Títulos continentais de clubes recentes, como as conquistas da CONMEBOL Libertadores por Independiente, Argentinos Juniors e River Plate, impulsionaram a Albiceleste.
“Sem Maradona seria impossível, mas havia uma excelente equipe por trás”
Andrés Burgo
A campanha começou de forma consistente: na fase de grupos, a Argentina começou com uma vitória contra a Coreia do Sul por 3 a 1. O camisa dez distribuiu assistências para todos os gols argentinos do jogo. Em sequência, empatou com a então campeã Itália por 1 a 1, com o gol de empate marcado por Maradona, e derrotou a Bulgária por 2 a 0, para garantir a liderança da chave. Nas oitavas de final, La Albiceleste superou o Uruguai por 1 a 0 e avançou no mata-mata.
Argentina x Inglaterra: a canonização de Maradona maradona
Nas quartas de final, veio o confronto que marcaria para sempre a história das Copas. Diante da Inglaterra, a Argentina reencontrava um adversário cercado por rivalidades esportivas e tensões políticas, intensificadas pela Guerra das Malvinas, conflito finalizado apenas quatro anos antes da competição.
Para Andrés Burgo, o antagonismo entre os dois países era ainda mais antigo: “Já existia uma motivação especial para enfrentar a Inglaterra em 1986. Vinte anos antes, na Copa de 1966, houve uma partida muito tensa entre os dois países, marcada pela expulsão do argentino Antonio Rattín. O técnico inglês chamou os argentinos de ‘animais’, e os argentinos passaram a chamar os ingleses de ‘piratas’. Depois veio a Guerra das Malvinas, o que fez com que o confronto de 1986 chegasse carregado de tensões políticas e históricas”, afirma.
A Guerra das Malvinas, ocorrida em 1982, foi um dos confrontos mais sangrentos protagonizados pela Argentina em sua história. O arquipélago das Ilhas Malvinas era dominado pelo Reino Unido desde 1833, mas, no ano do conflito, foi reclamado pelo governo argentino como parte do território da Terra do Fogo e ocupado por uma potência invasora.
A guerra foi travada por 65 dias e resultou em derrota argentina, com cerca de 649 soldados mortos pelos ingleses, um trauma profundo na sociedade do país. Os argentinos enxergavam a partida realizada na Cidade do México como uma oportunidade de recuperar o orgulho do país, além da possibilidade de conseguir, através do futebol, uma reparação histórica e simbólica da derrota militar.
O Estádio Azteca ferveu com mais de 114 mil torcedores presentes para assistir ao confronto. Um dos cenários mais míticos do futebol global, que em 1970 sagrou o Brasil de Pelé com o tricampeonato mundial, pulsava para receber aquilo que se tornaria a partida mais importante daquela Copa do Mundo. O calor e a altitude do estádio se tornaram fatores decisivos para o desenrolar do jogo, o que levou a uma partida mais truncada em que ambos os times evitaram se desgastar desde o começo.

O Estádio Azteca se tornou o primeiro a receber duas finais de Copa do Mundo na edição de 1986 do torneio [Imagem: Reprodução/X/@FIFAWorldCup]
Em campo, Maradona protagonizou uma das maiores atuações individuais da história do futebol. Ao longo da partida, Diego foi caçado pela defesa inglesa, ao mesmo tempo que tinha a responsabilidade de armar o ataque argentino desde o campo defensivo. Isso não foi um problema para o dez, que com seus dribles mágicos e visão de jogo, fazia o diferencial para La Albiceleste. O que consagrou o jogo do argentino e o transformou em ‘D10s’, foram os gols: no primeiro, abriu o placar com a controversa “Mão de Deus”, ao tocar a bola com a mão sem que a arbitragem percebesse a infração. Poucos minutos depois, atravessou mais de meio campo driblando adversários antes de marcar aquele que seria eternizado como o “Gol do Século”.
“La Mano de Dios” maradona
Depois de uma primeira etapa muito competitiva e sem chances reais de gols para as duas equipes, Diego iniciou a eternização de sua performance e colocou seu nome para sempre na história da Copa do Mundo. Aos seis minutos, Maradona disputou uma bola aérea com o goleiro Peter Shilton e a empurrou para as redes com a mão esquerda. Sem perceber a irregularidade, o árbitro validou o lance. Imediatamente após o gol, os jogadores ingleses cercaram o juiz Ali Ben Nasser para apontar o toque com o braço, que não foi anulado pelo tunisiano, enquanto os argentinos imediatamente se juntaram ao capitão na comemoração do gol.
Depois da partida, ao ser questionado sobre o gol, o camisa 10 respondeu que ele havia sido marcado “um pouco com a cabeça de Maradona e um pouco com a mão de Deus” – a frase atravessou gerações e deu origem ao nome pelo qual o lance ficaria conhecido para sempre: “La Mano de Dios”.

O lance virou obra de arte e objeto de leilão: camisa usada por Maradona naquele jogo foi vendida em 2022 por cerca de US$9,3 milhões, tornando-se uma das peças esportivas mais valiosas da história [Imagem: Reprodução/X/@FIFAWorldCup]
Para Burgo, o episódio já provocou controvérsia em 1986, mas ganhou proporções ainda maiores com o passar dos anos. O escritor afirma que, em uma época em que o futebol era vivido principalmente aos domingos, a repercussão era mais restrita. Com a expansão da televisão, dos vídeos e das novas tecnologias, o lance passou a ser revisitado continuamente e se transformou em um dos momentos mais emblemáticos da história das Copas do Mundo.
Apesar das contestações inglesas e globais, Maradona veio a admitir que fez o gol com a mão apenas em 2005, no seu programa de televisão ‘La Noche del 10’. “Eu não alcançaria a bola com a cabeça, tive que fazer um esforço, colocar o punho para ver se passava”, afirmou Diego, que em sequência brincou com a famosa frase “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.”
“O Gol do Século”
Quatro minutos depois, Maradona protagonizou um momento de genialidade que entraria para a história das Copas. Após receber a bola em seu campo de defesa, iniciou uma arrancada histórica: percorreu mais de 60 metros em cerca de dez segundos, driblou cinco jogadores ingleses e o goleiro Peter Shilton antes de empurrar a bola para o gol vazio. O narrador uruguaio Victor Hugo Morales ainda complementou o momento com uma narração indissociável ao tento, “Barrilete cósmico, ¿de qué planeta viniste?”, eternizada na memória dos fãs de futebol até os dias atuais.
Em 2002, o Gol do Século foi eleito o maior gol da história das Copas, em votação popular realizada pela FIFA. O contraste entre os dois gols — um símbolo da malandragem e outro da genialidade — ajudou a transformar aquela partida em uma das mais emblemáticas já disputadas e consolidou Maradona como o grande protagonista da Copa de 1986. Segundo Burgo, até hoje permanece uma curiosidade em torno do primeiro gol. Em entrevistas realizadas para suas pesquisas, a maioria dos jogadores argentinos afirmou não ter percebido o toque com a mão. O escritor, no entanto, demonstra ceticismo em relação a essas versões.
“Os argentinos dizem que não viram, enquanto muitos ingleses afirmam que perceberam imediatamente, inclusive atletas que estavam no banco de reservas”
Andrés Burgo
Os ingleses ainda descontaram no placar aos 81’ com gol de Gary Lineker, que foi o artilheiro do torneio de 1986, mas a pressão inglesa passou longe do suficiente para transformar a atuação lendária de Maradona em uma derrota frustrante.

Nas quartas contra a Inglaterra, a Argentina improvisou o uniforme porque o reserva original era pesado para o calor mexicano, então a comissão técnica comprou camisas em uma loja local e personalizou cada uma à mão [Imagem: El Gráfico/Wikimedia Commons]
A final e o título argentino
A vitória diante dos ingleses classificou a Argentina para a semifinal contra a Bélgica, onde Maradona voltou a decidir e marcou os dois gols da vitória por 2 a 0. Já na final, La Albiceleste viveu um drama contra a Alemanha Ocidental: a equipe abriu dois gols de vantagem com José Luis Brown e Jorge Valdano, mas sofreu o empate na reta final da partida. Aos 39’ do segundo tempo, a genialidade de Maradona novamente transpareceu, e o camisa dez, marcado por três jogadores alemães, lançou para Jorge Burruchaga com um passe preciso de primeira, que resultou no gol do título e selou a conquista argentina.

Maradona ainda viria a disputar as Copas do Mundo de 1990 e 1994 como jogador e a treinar a Argentina no torneio de 2010, mas não conseguiu repetir as atuações lendárias do Mundial de 1986 [Imagem: Reprodução/X/@FIFAWorldCup]
Após a conquista, Maradona foi eleito o Bola de Ouro da competição, com cinco gols e cinco assistências em sete jogos, líder em participações em gols na Copa. Diego ainda liderou a competição em marcas como chances criadas, dribles certos e faltas sofridas — até os dias de hoje, ainda é o recordista histórico das duas últimas estatísticas. Seu desempenho no Mundial de 1986 até hoje é amplamente considerado a maior atuação individual de um jogador ao longo do torneio.
Maradona e o time campeão foram recebidos no país em euforia, com as ruas de Buenos Aires tomadas por centenas de milhares de argentinos em comemoração. Os jogadores e a comissão técnica foram para a Casa Rosada, sede do governo da Argentina, onde quebraram o protocolo e saíram para a sacada presidencial para erguer a taça e saudar a multidão. A conquista ajudou a unir o país após enfrentar o período de guerras e crises econômicas, mas também consolidou a figura de Diego não só como um herói nacional, mas como um D10s no país e no meio do futebol..
De Villa Fiorito à eternidade
A Copa de 1986 consolidou Diego Maradona como algo maior do que um jogador de futebol. Aos 25 anos, ele participou diretamente de dez dos 14 gols marcados pela Argentina no torneio, com cinco gols e cinco assistências. Porém, a trajetória que o transformou em ídolo nacional começou muito antes do Mundial do México.
Nascido em Villa Fiorito, uma das regiões mais pobres da Grande Buenos Aires, Diego Armando Maradona cresceu em uma família humilde e desde cedo encontrou no futebol uma forma de mudar sua realidade. Ainda criança, Diego chamava a atenção pelo talento incomum com a bola nos pés e rapidamente passou a ser visto como uma promessa do futebol argentino. Aos 8 anos, Maradona chamou a atenção da equipe de olheiros do Argentinos Juniors, que o levou para Los Cebollitas, o time de base do clube. Por lá, Maradona se tornou uma estrela, e aos 12, já era chamado para fazer um show de intervalo nos jogos da equipe principal, onde demonstrava toda sua habilidade. Entre 1973 e 1974, Diego liderou o time a 141 jogos sem perder nos torneios de base. Aos 15, Maradona fez sua estreia profissional no Argentinos Juniors contra o Talleres.

Antes de ser famoso, Diego costumava atuar como gandula nos jogos da primeira divisão do campeonato argentino, estudando os movimentos dos profissionais [Imagem: Reprodução/Youtube/@soccerstoriesohmygoal]
Sua ascensão meteórica o levou do Argentinos Juniors ao Boca Juniors e, posteriormente, à Europa. Mesmo antes da conquista da Copa do Mundo, Maradona já era reconhecido como um dos maiores jogadores de sua geração. Mesmo em 1978, quando foi cortado da convocação final, muitos argentinos acharam injusta a decisão tomada por Menotti e defendiam a presença do Pibe de Oro. O título de 1986, porém, elevou seu status a outro patamar e o transformou definitivamente em símbolo da identidade argentina.
Para além dos feitos com La Albiceleste, Maradona se sacramentou também como maior ídolo da história do Napoli, da Itália. Antes da chegada do craque, a equipe nunca havia conquistado a liga nacional, e passou por anos de crises tanto dentro quanto fora do campo. Com Diego, o time venceu duas vezes a Serie A, uma Copa da Itália e uma UEFA Cup (hoje, equivalente a Europa League), no período que consolidou o clube como um dos principais times italianos. O povo de Nápoles passou a enxergar o baixinho argentino como um símbolo de resistência contra o poder econômico do norte da Itália. Maradona chegou em uma cidade marginalizada, assolada pelo desemprego, onde seus cidadãos eram vítimas de xenofobia dentro do próprio país; mas através do futebol, pode trazer felicidades aos Partenopeis e um motivo para se orgulharem.

Em Nápoles, Maradona se tornou uma figura quase divina: sua idolatria se espalhou pela cidade em murais, santuários e até no nome do estádio, rebatizado em sua homenagem após sua morte [Imagem: Reprodução/Unsplash]
Para muitos argentinos, o camisa 10 representava mais do que vitórias esportivas. Sua origem popular, personalidade irreverente e capacidade de desafiar adversários dentro e fora de campo fizeram dele uma figura capaz de personificar os sonhos, as contradições e o orgulho de um país inteiro.
Em 1998, a idolatria pelo craque ultrapassou o futebol, e a Igreja Maradoniana foi fundada por três fãs de Maradona em Rosario, no aniversário de 38 anos de Diego. A “religião” celebra o Natal no dia 30 de outubro, enquanto o dia 22 de junho é um feriado que celebra o milagre da Mão de Deus.
Burgo destaca que a relação de Maradona com os torcedores também era construída por sua personalidade. Para o escritor, a espontaneidade e a maneira como o argentino se expressava contribuíram para transformá-lo em uma figura que transcendia o futebol e fortalecia sua identificação com o povo argentino.
“Toda a habilidade que tinha na perna esquerda, também tinha na língua e no cérebro”
Andrés Burgo
Sua imagem ultrapassou os gramados e passou a ocupar espaços na cultura, na política e no imaginário popular. Canções, documentários, livros, murais e homenagens ajudaram a transformar Maradona em um personagem histórico cuja influência se estende muito além do futebol.
Quarenta anos depois do Mundial do México, os debates sobre a legitimidade da “Mão de Deus” continuam. O que parece incontestável, porém, é que aqueles minutos vividos no Estádio Azteca ajudaram a consolidar uma figura que transcendeu o esporte. Mais do que um campeão do mundo, Maradona tornou-se um dos personagens mais influentes da história argentina e um dos maiores mitos já vistos no futebol.
*A capa desta matéria usa uma imagens editada do Wikimedia Commons, por El Gráfico e por Dani Yako
