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‘Michelangelo: O mestre da Capela Sistina’: mergulhando na maior exposição imersiva já realizada no Brasil

Exposição no MIS Experience promete uma imersão sensorial inovadora, unindo tecnologia e arte com a proposta de elevar a outro patamar a conexão entre o público e as obras

O contato com a obra de Michelangelo começa já no trajeto para a exposição: o ônibus gratuito que percorre o caminho da estação Barra Funda até o MIS foi inteiramente adesivado com A Criação de Adão (1508-1512, Michelangelo). Existe apenas um ônibus em circulação, então, depender exclusivamente dele para chegar ou voltar do museu pode não ser uma boa ideia.

A entrada é gratuita às terças e, nos demais dias, o visitante desembolsa de 15 a 50 reais para entrar no museu. Ao chegar no MIS Experience, um adesivo colorido é o passe de entrada para a exposição. O caminho até a primeira sala expositiva é um ambiente agradável, com mesas e banquinhos ao ar livre, além de contar, também, com uma cafeteria que vende uma saborosa torta de amora. 

A Criação de Adão: Adesivo sobre ônibus.
[Imagem: Acervo Pessoal/ Yasmin Brussulo]

A exposição

Inaugurada no dia 28 de janeiro, conta com 14 salas expositivas e anuncia um mergulho dentro da Capela Sistina como carro-chefe de divulgação. Uma experiência imersiva, sensorial e única: essa é a promessa das exposições no MIS, que contam com estruturas complexas e tecnologia de ponta para despertar os sentidos do espectador ante as obras e o artista representado. 

Logo antes de adentrar a primeira sala da exposição, o visitante se depara com uma parede preta onde se lê: “Quem não viu a Capela Sistina não pode ter uma ideia exata do que uma pessoa é capaz de fazer.” Essa frase, do escritor alemão Goethe, antecede a introdução ao mundo de Michelangelo. 

Ao longo de toda a exposição estão colocadas frases de personalidades históricas discorrendo sobre o trabalho de Michelangelo.
[Imagem: Acervo Pessoal / Yasmin Brussulo]

Indo muito além de Michelangelo e de seus afrescos, a exposição traz, além de curiosidades e detalhes sobre o funcionamento da Capela, itens como a réplica da moeda corrente na Itália do século 14 e uma maquete, extremamente realista e bem feita, da Capela. A primeira sala é a réplica em tamanho aumentado de alguns elementos muito pessoais, como rascunhos e mesa de trabalho do artista. 


Há uma seção inteira reservada para curiosidades sobre o funcionamento da Capela.
[Imagem: Acervo Pessoal / Yasmin Brussulo]

Depois da sala de projeções, um pouco desconectada de todas as outras salas da exposição, alguns quadros, reproduções dos afrescos, e uma enorme réplica de Davi (1501, Michelangelo).

A imersão

“O mestre da Capela Sistina” não é a primeira exposição imersiva a passar pelas instalações do MIS. Inaugurado em 2019, o museu já recebeu outras mostras, como a de Leonardo da Vinci. O ambiente parece pensado, desde a entrada até a saída, para mexer com os sentidos de quem o visita, com iluminação suficiente para que as obras sejam apreciadas sem ferir os olhos. A música de fundo torna os primeiros minutos dentro do museu completamente hipnotizantes, fazendo com que o visitante se esqueça da vida fora das paredes do MIS; depois, contudo, é estímulo demais. 

E o excesso de estímulo não se restringe à trilha sonora. A cada sala, muitos textos, imagens e informações. Muitas pessoas. E a música, plano de fundo constante, e incessante.

O que o MIS Experience oferece é, sem dúvidas, uma experiência. Imersiva? Depende. A sala de projeções não oferece uma representação realista da Capela; pelo contrário. Mostra recortes dos afrescos, que, em teoria, deveriam contar uma história, mas parecem muito desconexos entre si. As transições das artes das projeções são como uma apresentação de slides e, de novo, é informação demais. A velocidade com que as imagens mudam não permite uma observação minuciosa dos detalhes da projeção e o material projetado é muito longo. Se uma imagem chama atenção, o visitante precisa esperar, atento, até que ela apareça de novo e ele possa absorver mais detalhes dela.



Uma das imagens projetadas. Qualquer associação com o olho de Sauron, de O Senhor dos Anéis, é mera coincidência.
[Imagem: Acervo Pessoal / Yasmin Brussulo]

Terminada a exposição, há uma salinha onde o visitante pode adquirir uma lembrancinha; de 5 a 920 reais, de um marca-páginas a um livro elaborado existem itens para todos os gostos e bolsos. Então, o visitante está de volta ao ambiente agradável, com mesas e banquinhos ao ar livre, como no início.

Imagem de capa: Divulgação./MIS Experience 

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