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Creed II acerta em agradar tanto os fãs da franquia como o público geral
CINÉFILOS
24 jan 2019 | Por Jornalismo Júnior

Na sequência do longa de grande sucesso, Creed: Nascido Para Lutar (Creed, 2015), o filho do grande pugilista Apollo Creed enfrenta os fantasmas do passado de seu pai e de sua família. Ivan Drago (Dolph Lundgren), boxeador responsável pela morte de Apollo nos ringues, busca se vingar de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), que há anos o derrotou e causou sua consequente derrocada. Para isso, preparou seu filho, Viktor (Florian Munteanu), a vida toda para enfrentar Adonis Creed (Michael B. Jordan), pupilo de Balboa.

Como um bom filme de luta que resgata parte da história da franquia lançada em 1976, Creed II (2018) não decepciona em nenhum momento. O longa consegue mesclar cenas de ação e momentos emocionantes com maestria. Quem assiste acompanha os dilemas de Adonis ao aceitar a luta com Viktor por motivos pessoais, no caso, vingar seu pai, ao mesmo tempo em que conhece sua vida pessoal, principalmente a relação com a namorada Bianca (Tessa Thompson).

Seria Viktor o verdadeiro “vilão” da história? [Copyright 2018 Metro-Goldwyn-Mayer Pictures Inc. and Warner Bros. Entertainment Inc. / Barry Wetcher]

A princípio, é um pouco chocante a luta entre os rivais acontecer logo no primeiro ato. Entretanto, é exatamente nesse ponto que o roteiro surpreende, dando um direcionamento diferente para a narrativa. Depois desse momento, o público passa a acompanhar uma grande evolução de Adonis, que tem uma mudança de pensamento após perder para Viktor. Rocky havia decidido não treiná-lo por conta de suas motivações e pela culpa que sentia em relação a morte de Apollo, já que teve uma chance de salvá-lo.
Adonis passa então por um arco de superação e desenvolvimento muito interessante. Com a chegada de sua filha e o estreitamento de sua relação com Bianca, ele percebe que os motivos que o levaram a luta não eram os certos. Ivan foi movido por ódio e um grande desejo de vingança, chegando ao ponto de usar seu próprio filho para atingir seus objetivos.

Adonis e Bianca estreitam mais suas relações com a chegada da filha [Copyright 2018 Metro-Goldwyn-Mayer Pictures Inc. and Warner Bros. Entertainment Inc. / Barry Wetcher]

O longa peca em um único ponto: não explorar bem a relação entre Viktor e Ivan. Ambos cresceram nas sombras e perderam tudo em função da derrota de Ivan para Rocky no passado, incluindo a matriarca da família, que queria apenas fama e dinheiro. Esse problema fica ainda mais evidente graças a uma pequena redenção que acontece no final.

As cenas de luta, com destaque para a mais aguardada pelo espectador, são extremamente bem filmadas e coreografadas. É impossível não ficar apreensivo e tenso com cada movimento dos boxeadores. Aqui, a fotografia tem grande contribuição, já que utiliza muitas cores pulsantes e vivas. Combinado a isso, o filme traz diversos elementos de nostalgia. Como não se arrepiar com a música tema de Rocky: Um Lutador, que toca no momento perfeito?

Creed II consegue equilibrar perfeitamente a nostalgia dos filmes mais antigos com aspectos mais novos que atualizam e resgatam a franquia. Seu maior trunfo se concentra no fato de ser capaz de agradar tanto os fãs que conhecem muito bem as histórias de Rocky Balboa como aqueles que nunca tiveram contato com as mesmas.

O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 24 de janeiro. Confira aqui o trailer:

por Marcelo Canquerino
marcelocanquerino@gmail.com

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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