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Frozen II mantém a força da franquia, encanta e emociona
CINÉFILOS
02 jan 2020 | Por Luana Franzão (luanafranzao@usp.br)

É comum ouvir que sequências não são tão boas quanto os primeiros filmes. Frozen II (2019) simultaneamente atende e não atende à afirmação. Ele carrega a magia que levou o filme de 2013 ao sucesso, entretanto, a trama se atrapalha no desenrolar da história. Apesar de alguns percalços, a animação continua belíssima e emocionante, trazendo narrativas sobre amadurecimento, família e busca de identidade.

Tudo parece bem em Arendelle durante o reinado da rainha Elsa (Idina Menzel). Ela, Anna (Kristen Bell), Kristoff (Jonathan Groff), Sven e Olaf (Josh Gad) convivem em paz, como uma pequena família. Apesar da aparência de lar aconchegante, a rainha do gelo ainda tenta reprimir sua vontade de entender suas raízes e a origem de seu poder. Ela começa a ouvir uma voz misteriosa que a chama para a floresta encantada que fica próxima do vilarejo, inacessível desde uma batalha antiga de seu reino com uma tribo local. 

Ao mesmo tempo que ela deseja preservar a situação confortável que possui com seus amigos e irmã, o desejo de mergulhar no passado mágico de sua família a atormenta. A partir de então, desastres naturais começam a assolar o pequeno território e a rainha, juntamente com sua fiel equipe, são forçados a buscar na floresta a verdade sobre Arendelle.

Anna e Elsa buscando a entrada para a floresta encantada [Imagem: Divulgação]

As personagens continuam tão cativantes quanto quando conquistaram o público no filme anterior. Olaf, o boneco de neve que ama abraços, a rena Sven e Kristoff possuem mais destaque nesse longa e alegram a história. Entretanto, principalmente durante a primeira metade do filme, ocorrem diversas digressões da história principal, com o objetivo de criar cenas divertidas desses personagens, que apesar de bem feitas, acabam quebrando o ritmo da história. Por esse motivo, a primeira metade da narrativa é um pouco confusa e caminha pouco com o roteiro.

O maior destaque entre os personagens dessa vez, é Anna. Ela permanece a mesma menina alegre que se apresentou anteriormente, porém o seu amadurecimento é um dos pontos mais fortes do filme. Tendo que lidar com sentimentos como solidão, luto e confronto, ela cresce e torna-se extremamente forte. O arco da personagem é comovente e com certeza trará emoções intensas para os adultos no cinema. 

Elsa e uma das novas criaturas apresentadas no filme [Imagem: Divulgação]

Elsa continua sendo séria, madura e centrada, buscando sempre proteger a tudo e a todos. Sua trajetória, entretanto, é em busca de si mesma. Assim como em Frozen: Uma aventura congelante, ela continua sentindo-se perdida e solitária, sem entender o propósito de seus poderes. Dessa vez, porém, sua procura encontra significado e ela desabrocha de forma libertadora até para os espectadores. As cenas em que as duas irmãs estão presentes são as mais enternecedoras, e a relação de ambas fica ainda mais bela durante a sequência.  

As canções continuam excelentes e provavelmente irão aparecer por todos os cantos depois da estreia. Bem colocadas no enredo e surgindo de forma orgânica nas cenas, as letras prometem emocionar o espectador. Mais uma vez, a música com mais intensidade é interpretada por Elsa, que protagoniza uma performance impactante e catártica. 

Um dos cenários de encher os olhos proporcionados pela animação [Imagem: Divulgação]

A animação está ainda mais bonita que no filme de 2013. As texturas do gelo e dos outros elementos é extremamente realista, porém preservando a magia essencial para o universo do desenho. A paleta de cores é toda inspirada em tons de roxo, rosa e azul, lembrando a aurora boreal quase fantástica que é característica da Escandinávia. Desta vez, o filme também se preocupa mais em trazer elementos culturais para o cenário, com estampas e formatos que lembram as antigas tradições celtas e viking.

Frozen II é o que se espera de uma boa sequência para um filme que ainda tinha muita história para contar. Apesar de não ser tão inovador quanto o primogênito, Frozen: uma aventura congelante, ele mantém sua proposta sólida e não perde o encanto que levou o longa de 2013 ao reconhecimento estrondoso que possuiu. Sem perder a essência, Elsa, Anna e o restante dos personagens vão divertir e emocionar o público de todas as idades.

O filme será lançado no Brasil no dia 2 de janeiro de 2020, e você pode conferir o trailer aqui:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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