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Tóquio 2020 | Após chamar a atenção nas classificatória, Rebeca Andrade conquista prata na final do individual geral na Ginástica Artística

Com decisão na apresentação do solo, Rebeca Andrade conquista a primeira medalha brasileira na história da modalidade

ARQUIBANCADA
29 jul 2021 | Por Bianca Camatta (biancacamatta@usp.br)

Nesta manhã de quinta-feira (29), a ginasta de Guarulhos Rebeca Andrade conquistou medalha de prata no individual geral na Ginástica Artística e fez história ao ser a primeira brasileira a chegar ao pódio olímpico na modalidade. A competição também foi marcada pela ausência de Simone Biles, que decidiu preservar sua saúde mental, e pela decisão do ouro apenas no último aparelho — o solo.

Rebeca já havia emocionado o Brasil nas classificatórias pela realização do solo ao som de Baile de Favela e por ser a segunda melhor classificada no individual geral, atrás apenas de Biles, considerada a melhor do mundo.

 

A brasileira competiu no grupo 1, que integrava as 6 melhores atletas da classificatória. O primeiro aparelho foi o salto, e Rebeca começou com uma apresentação de alto grau de dificuldade e com uma saída cravada, o que garantiu a ela a primeira posição no início da competição, com 15.300. A mais próxima dela foi a americana Jade Carey que realizou o mesmo salto que ela, mas com mais erros, contabilizando 15.200.

Jade perdeu o destaque nas barras assimétricas. Enquanto a brasileira realizou uma série com boas ligações e se manteve na primeira colocação. Mas outra americana, Sunisa Lee alcançou a melhor nota no aparelho e ficou com apenas 0.066 pontos a menos que a paulista.

Rebeca na apresentação das barras assimétricas [Imagem: Ricardo Bufolin/CBG]

Na trave, Rebeca foi a última a se apresentar e deixou os brasileiros apreensivos devido à pequena diferença na pontuação e à nota alta alcançada pela americana (13.833), apesar de pequenos desequilíbrios.

A apresentação da brasileira ocorreu sem nenhum desequilíbrio grave, mas com um passinho para trás em sua saída, o que a deixou em terceiro lugar. O time brasileiro não concordou, pediu recurso e viveu mais alguns minutos tensos, até que a nota mudou! Rebeca subiu uma posição.

O solo foi o último e decisivo aparelho. O pódio era disputado entre brasileira, americana e duas russas, que já haviam conquistado ouro na final por equipes. A russa Angelina Melnikova atingiu 13.966 — a maior nota do grupo 1 e garantiu sua presença no pódio. A americana também garantiu nota alta, com 13.700 pontos.

Após Sunisa Lee, era a vez de Rebeca. As expectativas eram altas porque seu desempenho nas classificatórias tinha sido incrível, com 14.066. Porém, a brasileira pisou duas vezes fora do tablado e deixou os torcedores angustiados. Ainda assim seu solo ao som de Baile de Favela foi acompanhado de aplausos e garantiu à brasileira a marca de 13.666, o que deu prata ao Brasil.

O pódio estava formado: ouro para Sunisa Lee (57.433), prata para Rebeca Andrade (57.298) e bronze para Angelina Melnikova (57.199).

Após a conquista, em entrevista à TV Globo, a brasileira ressaltou que seu amadurecimento emocional foi essencial para o desempenho e elogiou a coragem de Biles de escolher preservar a sua saúde mental. Além de agradecer todas as outras ginastas e a sua família.

A mãe da ginasta, Rosa Santos, contou no programa Encontro, de quando sua filha, ainda pequena, comemorava por conseguir dar estrelas sem a mão. Hoje, a criança que se empolgava com as suas estrelas, já brilhou no pódio e ainda pode brilhar mais. Rebeca ainda competirá na final do Salto — seu melhor aparelho — no próximo domingo (01), e do Solo na segunda-feira (02).

*Imagem de capa: Ricardo Bufolin/CBG

 

Tóquio 2020 rebeca

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