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Copa do Mundo 2026 | Depois de 16 anos fora, a Nova Zelândia está de volta à Copa do Mundo

Com atacante promissor da Premier League, a 85° seleção masculina no ranking da FIFA volta ao principal palco do futebol mundial.

Por Ana Germano (anabrgermano@usp.br) nova zelandia copa

A Nova Zelândia chega à Copa do Mundo de 2026 como uma seleção marcada pelo desequilíbrio entre sua força regional e suas limitações no cenário global, já que o elenco é formado por jogadores que atuam predominantemente em ligas de menor expressão na Europa e na própria Oceania. Sob o comando de Darren Bazeley, que construiu toda a sua carreira no futebol neozelandês e passou por categorias de base até assumir a seleção principal, o time consolidou um modelo de jogo baseado em organização defensiva, intensidade física e transições rápidas.

Nas Eliminatórias da Oceania, a seleção teve desempenho dominante — como era esperado — e venceu com facilidade adversários de nível técnico inferior. A vaga direta para a Copa, impulsionada pela ampliação do torneio para 48 seleções, reforçou a presença frequente dos “Kiwis” em Mundiais. Apesar disso, os testes contra seleções mais fortes em amistosos têm mostrado dificuldades e resultados decepcionantes, como a derrota por 1 a 0 para a Inglaterra.

Historicamente, a Nova Zelândia tem pouca tradição em Copas do Mundo. A seleção participou apenas das edições de 1982 e 2010 e somou campanhas sem vitórias, mas também sem grandes goleadas em sua última aparição. O principal objetivo em 2026 é quebrar essa marca e conquistar, pela primeira vez, uma vitória no torneio.

Convocação nova zelandia copa

No dia 13 de maio, o treinador Darren Bazeley compartilhou com o mundo a convocação dos 26 atletas para a Copa do Mundo 2026. A lista final é:

Goleiros:

  • Max Crocombe (Millwall, ENG)
  • Alex Paulsen (Lechia Gdansk, POL)
  • Michael Woud (Auckland FC, NZL)

Defensores:

  • Tyler Bindon (Sheffield United, ENG)
  • Michael Boxall (Minnesota United, EUA)
  • Liberato Cacace (Wrexham, ENG)
  • Francis de Vries (Auckland FC, NZL)
  • Callan Elliot (Auckland FC, NZL)
  • Tim Payne (Auckland FC, NZL)
  • Nando Pijnaker (Auckland FC, NZL)
  • Tommy Smith (Braintree Town, ENG)
  • Finn Surman (Portland Timbers, EUA)

Meio-campistas:

  • Lachlan Bayliss (Newcastle Jets, AUS)
  • Joe Bell (Viking, NOR)
  • Matt Garbett ( Peterborough United, ENG)
  • Ben Old (Saint-Étienne, FRA)
  • Alex Rufer (Wellington Phoenix, NZL)
  • Sarpreet Singh (Wellington Phoenix, NZL)
  • Marko Stamenic (Swansea City, WAL)
  • Ryan Thomas (Zwolle, HOL)

Atacantes:

  • Kosta Barbarouses (WS Wanderers, AUS)
  • Eli Just (Motherwell, SCO)
  • Callum McCowatt (Silkeborg, DNK)
  • Jesse Randall (Auckland FC, NZL)
  • Ben Waine (Port Vale, ENG)
  • Chris Wood (Nottingham Forest, ENG)

Destaques

Chris Wood

Capitão, principal nome da Nova Zelândia e um centroavante de perfil clássico. Com 1,90m, Chris Wood se destaca pela força física, presença de área e jogo aéreo dominante. É o típico atacante de referência: segura zagueiros, ganha disputas no corpo e é muito eficiente ao finalizar de primeira dentro da área.

Ao longo da carreira, Chris construiu experiência em ligas competitivas da Inglaterra, o que reforçou seu estilo de jogo mais direto e físico. Na seleção, é praticamente o ponto de apoio ofensivo de todo o sistema — quando a equipe não consegue construir, a estratégia muitas vezes é lançar a bola para que ele tente ganhar a primeira ou a segunda jogada e sustentar o ataque.

Considerado um dos maiores jogadores neozelandeses de todos os tempos, Wood também é o maior artilheiro da história da seleção do país [Imagem: Reprodução/Instagram/@woodsy39]

Joe Bell

Com um perfil diferenciado, Joe é um volante mais intelectual do que físico. Responsável por dar equilíbrio ao meio-campo, ele participa ativamente da saída de bola ao oferecer opções de passe e ajudar a equipe a não se limitar apenas a lançamentos longos.

Além de ter boa leitura de jogo, o camisa 6 se posiciona bem para cobrir espaços e contribui para manter a organização defensiva. Apesar de não ser um jogador de grande destaque internacional, é peça importante no funcionamento coletivo dos Kiwis, especialmente em jogos mais equilibrados em que o time precisa ter um mínimo de controle de posse e estrutura no meio-campo.

Joe Bell conta que, desde sempre, seu maior ídolo de infância foi o meio-campista espanhol Sergio Busquets [Imagem: Reprodução/Instagram/@uvamensoccer]

Como joga a Nova Zelândia

Taticamente, os Kiwis costumam priorizar a organização defensiva e a intensidade física. A Seleção Neozelandesa geralmente se estrutura em um 4-2-3-1 ou variações de 4-3-3, com linhas compactas e pouca exposição entre os setores. A ideia central é reduzir espaços, proteger a defesa e forçar o adversário a atuar pelos lados do campo.

Possível escalação neozelandesa na formação tática 4-2-3-1 [Arte: Ana Germano/buildlineup.com]

Na construção de jogo, o time não tem como foco a posse de bola ou a criação elaborada. A saída tende a ser mais simples, com passes verticais e lançamentos longos, especialmente para buscar o centroavante Chris Wood. O atacante funciona como referência ofensiva por ser capaz de segurar a bola de costas, vencer duelos físicos e servir como ponto de apoio para a chegada dos companheiros.

Pelas laterais, a equipe busca dar profundidade ao ataque com avanços constantes dos laterais e cruzamentos frequentes para a área. O jogo aéreo e as bolas paradas são armas importantes, já que o time aposta muito na força física e na presença de área para criar perigo. Quando enfrenta seleções mais fortes, a equipe adota uma postura ainda mais reativa ao fechar o centro e tentar induzir o adversário ao erro. O resultado é um estilo eficiente dentro da Oceania, mas bastante desafiador quando exposto a equipes de alto nível técnico.

Programação neozelandesa

A Seleção da Nova Zelândia estreou na Copa nesta segunda-feira (15) às 22h (BRT) contra a Seleção Iraniana. A partida realizada no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, terminou empatada em 2 a 2 , deixando tudo igual no grupo G, já que Bélgica e Egito, as outras duas equipes do grupo, também empataram seu jogo.

Após sua estreia, os Kiwis enfrentarão o Egito às 22h do domingo (21), no mesmo estádio de sua primeira partida. Mesmo com o favoritismo da seleção africana, o jogo promete ser um duelo tático tenso. Já na madrugada do dia 27, a seleção enfrenta o adversário mais tradicional e forte do Grupo G: a Bélgica. O terceiro jogo da fase de grupos ocorrerá no estádio Lumen Field, em Seattle, às 00h.

*Imagem da capa: Reprodução/X/@NZ_Football

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